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MADRID 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O Senado da Argentina aprovou na madrugada desta quinta-feira a reforma trabalhista proposta pelo presidente do país, Javier Milei, que inclui 28 modificações, entre elas incentivos ao investimento e ao emprego formal, atualização dos créditos trabalhistas e redução da litigiosidade, e que horas antes reuniu os principais sindicatos às portas do Congresso para mostrar sua rejeição à mesma.
A chamada Lei de Modernização Trabalhista foi aprovada com 42 votos a favor, 30 votos contra e nenhuma abstenção, informou a Câmara Alta em sua conta no X, após uma maratona parlamentar de 13 horas que começou na tarde de quarta-feira e terminou com uma vitória política para o executivo de extrema direita.
No entanto, os senadores continuam neste momento em seus assentos, uma vez que será submetida à votação “a redação do projeto” de lei, de acordo com o Senado, ou seja, cada um dos cinquenta capítulos que compõem o projeto, o que poderia modificar um texto que, posteriormente, deverá passar pela Câmara dos Deputados.
O documento agora em debate já sofreu mais de 50 alterações em relação ao parecer assinado em dezembro do ano passado, segundo o jornal "La Nación", quando a ex-ministra da Segurança de Milei e atual senadora, Patricia Bullrich, fracassou em sua tentativa de dar um tratamento "expresso" a um projeto de mais de 200 artigos.
Além dos senadores, a votação contou com a presença da secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, Karina Milei; do porta-voz e chefe do Gabinete de Ministros, Manuel Adorni, e do ministro do Interior, Diego Santilli, que comemoraram o resultado de uma tribuna do hemiciclo.
O texto aprovado introduz limitações às assembleias e greves, cria um banco de horas que permite compensar horas extras com tempo livre e estabelece um “salário dinâmico” que pode ser definido por tempo ou por desempenho, incluindo comissões individuais ou coletivas.
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