Publicado 27/02/2026 23:57

O Senado aprova a reforma trabalhista de Milei após eliminar a redução salarial durante licença médica

13 de fevereiro de 2026, Merlo, Buenos Aires, Argentina: Reforma Trabalhista: Governo obtém aprovação preliminar no Senado. Com um resultado final de 42 votos a favor e 30 contra, o governo garantiu uma vitória legislativa importante. Este relatório exami
Europa Press/Contacto/Milagros Gonzalez

MADRID 28 fev. (EUROPA PRESS) -

O Senado da Argentina votou a favor da reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei, uma lei já ratificada há duas semanas na mesma Câmara, que teve que passar novamente pelo processo legislativo depois que a Câmara dos Deputados eliminou o polêmico artigo 44, que estabelecia a redução dos salários durante as licenças médicas. “Histórico. Temos modernização trabalhista”, comemorou o presidente argentino em suas redes sociais após conhecer o resultado da votação, que contou com 42 votos a favor, 28 contra e duas abstenções.

Assim, o debate da votação girou em torno da aprovação do texto com a modificação da Câmara dos Deputados ou da manutenção da versão anterior, o que deu poucas opções à oposição peronista, que mesmo assim tentou impedir o debate com base em um artigo do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, uma moção que acabou não sendo aceita pelo Senado.

“Rejeitamos isso porque afeta os direitos dos trabalhadores, viola o artigo 14 bis da Constituição Nacional e terá um impacto negativo no emprego, tornando o trabalho precário e deteriorando os salários”, afirmou o senador do Partido Judicialista Jorge Capitanich durante sua intervenção, em declarações recolhidas pelo jornal La Nación.

A presidente do Senado, Patricia Bullrich, ex-ministra da Segurança e uma das principais aliadas do presidente, defendeu que a reforma trabalhista beneficiará a criação de empregos, tornando o mercado de trabalho mais flexível. “Em nome dos trabalhadores, milhões de trabalhadores foram enviados à informalidade durante anos. Isso é uma fraude moral que vamos tentar corrigir com esta lei para dar certeza e previsibilidade aos trabalhadores e às empresas", enfatizou Bullrich. O projeto, com mais de 200 artigos, propõe uma redução no cálculo das indenizações por demissão, permite o fracionamento das férias e cria um banco de horas como alternativa ao pagamento de horas extras. Além disso, permite a ampliação da jornada diária de trabalho de 8 para 12 horas, desde que seja respeitado o descanso de 12 horas entre os dias de trabalho. Da mesma forma, dissolve a Justiça Nacional do Trabalho, limita o direito à greve e estabelece um novo esquema para negociações coletivas que prioriza os acordos empresariais ou regionais sobre os setoriais.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado