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MADRID, 6 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos seis palestinos morreram nesta segunda-feira em decorrência de três bombardeios realizados pelo Exército de Israel contra a Faixa de Gaza, apesar do acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, na sequência do pacto entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) para implementar a proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave.
Um dos ataques atingiu um prédio residencial no bairro de Tel al Haua, na cidade de Gaza (norte), causando duas mortes. Um segundo bombardeio deixou dois mortos e 15 feridos após atingir um veículo em Jan Yunis (sul), segundo informou o jornal palestino “Filastin”, enquanto outro ataque causou mais duas mortes em uma área de barracas usada por deslocados em Al Mauasi (sul).
O Ministério da Saúde de Gaza, subordinado ao Hamas, informou nesta mesma segunda-feira, em um comunicado nas redes sociais, que pelo menos 1.072 pessoas morreram e 3.463 ficaram feridas em decorrência de ataques perpetrados pelas tropas israelenses desde o cessar-fogo, incluindo três mortos e sete feridos nas últimas 24 horas.
Além disso, informou que, nesse período, foram recuperados 799 corpos — incluindo dois no último dia — em áreas das quais as tropas israelenses se retiraram, localizadas na “linha amarela”, que foi ampliada desde então por ordem do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, apesar dos termos do referido acordo e das denúncias do Hamas sobre essas violações por parte de Israel.
Por fim, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 — que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial—, foram registrados 73.098 “mártires” e 173.571 feridos, embora tenha afirmado que ainda há cadáveres espalhados pelas ruas e entre os escombros dos prédios bombardeados.
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