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MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
Seis mulheres entraram com uma ação civil nesta quarta-feira em um tribunal de Paris contra Gérald Marie, ex-diretor da prestigiada agência de modelos Elite e que trabalhava em colaboração com sua empresa-mãe norte-americana, por estupro e tráfico de pessoas.
Segundo informou o jornal “Le Parisien”, o advogado das seis mulheres apresentou a denúncia contra Marie — que, na última década, esteve à frente da agência de modelos francesa Oui Management — perante um tribunal em Paris.
O Ministério Público de Paris já havia aberto, em setembro de 2020, uma investigação judicial contra Marie em outro caso por suposto estupro e agressão sexual contra menores, após quatro denúncias de mulheres sobre fatos que supostamente ocorreram ao longo das décadas de 80 e 90. Na ocasião, ele negou todas as acusações feitas contra si.
Entre elas estava a ex-jornalista da BBC Lisa Brinkworth, que afirmou ter sido agredida em Milão em 1998 durante um jantar com executivos da Elite, enquanto trabalhava disfarçada em uma investigação para a produção de um documentário sobre estupros no mundo da moda.
O caso foi arquivado em setembro de 2023 por ter prescrito os supostos crimes. Carré Otis, outra das demandantes, entrou com outra ação contra Marie em um tribunal de Nova York após denunciar ter sido agredida sexualmente em repetidas ocasiões pelo ex-diretor da Elite quando era menor de idade e tinha 17 anos.
Em março de 2026, cerca de quinze mulheres de diferentes nacionalidades, incluindo Brinkworth, afirmaram que poderiam fornecer informações judiciais relevantes e e-mails que apontam para a colaboração entre Marie e o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Nessa rede internacional de contatos ligada a Epstein também estaria envolvido Jean-Luc Brunel, um agente de modelos que cofundou a agência Karin Models e que foi acusado de diversas acusações, entre elas estupro de menores.
Brunel, acusado por Virginia Giuffre de tê-la forçado a manter relações sexuais quando ela tinha 16 anos, tirou a própria vida na prisão em 2022, enquanto aguardava julgamento. Segundo as acusações, ele era responsável por recrutar mulheres para fins sexuais nas festas de Epstein, muitas das quais menores de idade.
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