Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
Exército colombiano acusa dissidentes de não cumprirem "os compromissos que assumiram
Petro pede uma investigação independente e admite que é "responsável pela vida de cada jovem".
MADRID, 28 abr. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos seis soldados colombianos morreram e outro foi dado como desaparecido em um ataque de membros do Grupo Armado Organizado Residual (GAO-r) das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na região de Guaviare, no sudeste do país, que resultou no sequestro de outros cinco membros, embora estes já tenham sido entregues, informou o Exército colombiano no domingo.
"Nas primeiras horas desta manhã, um pelotão do 19º Batalhão de Infantaria Joaquín París, encarregado da segurança na antiga Área Territorial de Treinamento e Reincorporação (AETCR) de Charras, no departamento de Guaviare (...) foi emboscado e atacado por membros do grupo armado organizado residual (GAO-r) Jorge Suárez Briceño", anunciou em sua conta na rede social X.
Até o momento, as tropas confirmaram a morte de seis soldados, incluindo um sargento, e o sequestro de outros cinco que "foram entregues à comunidade de Guanapalo por membros desse grupo armado ilegal".
Eles também informaram que "esforços de busca" estão em andamento para encontrar o paradeiro de outro "soldado profissional" identificado como Jean Carlos Bolaño, que foi dado como desaparecido.
"Assim que a situação foi conhecida, o comando do exército ordenou o envio imediato do chefe de operações da instituição ao local do incidente, bem como o envio de tropas de apoio e a ativação de todas as capacidades de inteligência, mobilidade aérea e operacionais na região para reforçar a manobra militar na área", Ele ressaltou que essas ações são em resposta ao decreto assinado em meados de abril que suspende as operações militares contra as facções dissidentes do Estado-Maior Central das FARC (EMC), embora não estenda o cessar-fogo contra o Estado-Maior de Blocos e Frentes (EMBF).
O exército colombiano acusou este último de não cumprir "os compromissos adquiridos por meio dos acordos e protocolos assinados no âmbito da mesa de diálogo e negociação" com o governo do país latino-americano e rejeitou "a suposta participação de alguns civis" no ataque, garantindo que "isso será levado ao conhecimento da autoridade competente e dos órgãos internacionais".
Ele também aproveitou a oportunidade para expressar suas condolências às famílias e aos entes queridos dos mortos e garantiu que manteria as operações militares na região "enquanto mantém firmemente (sua) missão constitucional de proteger a população e preservar a segurança".
O presidente colombiano Gustavo Petro solicitou a abertura "imediata" de uma investigação "independente" sobre o ocorrido, incluindo "a decisão de reduzir o cessar-fogo, que foi tomada com as frentes sob as ordens de 'Calarcá'", pseudônimo de Alexánder Mendoza, um dos líderes das facções dissidentes do EMC das FARC.
Em uma mensagem em sua conta na rede social X, ele também assumiu a responsabilidade pela "vida de todos os jovens das forças de segurança". "Quero que todos eles voltem sãos e salvos para suas famílias, porque este governo é um governo construído em torno da vida, de sua defesa e projeção. Na Colômbia, ninguém deve morrer nas mãos de outros", disse ele, antes de assegurar que seu "esforço é para garantir que as mães dos colombianos nunca mais recebam seus filhos mortos". "Essa dor, que é uma dor nacional, deve cessar", acrescentou.
Além disso, ele ressaltou que "o acordo final só tem um mês a partir desse momento para acordar que a comunidade nos territórios, para ordenar as obras e políticas públicas prioritárias em seus territórios, e para organizar a concentração de tropas em zonas especiais para a cessação da violência".
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