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O candidato socialista foi o mais votado, seguido por André Ventura, do partido de extrema direita Chega MADRID 18 jan. (EUROPA PRESS) - O candidato do Partido Socialista à Presidência de Portugal, António José Seguro, foi o mais votado no primeiro turno das eleições realizadas neste domingo, com 30,51% dos votos, embora sem margem suficiente para obter a vitória direta e terá que enfrentar o candidato do partido de extrema direita Chega, André Ventura (25,02%), no segundo turno das eleições previsto para 8 de fevereiro, de acordo com resultados oficiais ainda parciais.
Esses dados correspondem a 88,21% das paróquias que já foram apuradas e foram publicados pelo Ministério da Administração Interna. Seguro já chegou à sede de sua candidatura, no Centro Cultural de Caldas da Rainha, para comparecer, mas em suas únicas declarações até o momento explicou que não fará declarações até que haja resultados oficiais. “Teremos oportunidade de falar quando houver resultados oficiais”, disse ele. “Neste momento, a única declaração é a felicitação aos portugueses pela sua participação eleitoral, pelo civismo, pela tranquilidade com que decorreu este ato eleitoral”, acrescentou. Enquanto isso, na sede do partido Chega, os dados foram comemorados com entusiasmo. Os simpatizantes de Ventura reunidos no Hotel Marriott de Lisboa aplaudiram e entoaram slogans como “Vitória!” ou “Ventura!”. “Hoje era para liderar a direita. Amanhã será para unir a direita", destacou o líder do Chega, que pediu calma até que haja resultados definitivos. "Agora vou reunir a equipe de campanha para estudar todos os cenários que estão em jogo. Só há um caminho", afirmou. "A direita não perdeu as eleições. A direita ganhou hoje as eleições e isso significa que quem lidera hoje a direita, passa para a segunda volta, tem mais probabilidades de vencer. Se se confirmar, a minha missão é somar numa candidatura anticorrupção, pelos jovens”, afirmou. Para Ventura, Portugal terá de escolher “se devolve o poder ao socialismo ou não”. “O socialismo não deve voltar ao poder em Portugal”, reforçou. Atrás de Seguro e Ventura, que passariam para o segundo turno, ficam o candidato da Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo (14,57%), o candidato do Partido Social Democrata (conservador) no poder- Luís Marques Mendes (12,64%) e o militar na reserva e candidato independente Henrique Gouveia e Melo (12,15%).
Muito mais atrás ficam Catarina Martins (1,93%), António Filipe (1,34%), Manuel João Vieira (0,96%), Jorge Pinto (0,64%), André Pestana da Silva (0,21%) e Humberto Correia (0,09%).
Completam a contagem os votos em branco (1,1%) e nulos (1,23%). A participação foi de 55,78% do eleitorado, de acordo com dados ainda parciais.
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