Europa Press/Contacto/Paulo Lopes
MADRI, 16 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu grande rival nas eleições de outubro, o senador Flávio Bolsonaro, fizeram da segurança pública o tema comum em seus discursos de abertura de campanha, proferidos neste domingo em seus respectivos redutos políticos, em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Lula, favorito até o momento nas pesquisas, prometeu a criação de um novo Ministério da Segurança Pública “para compartilhar responsabilidades com os estados e libertar o povo, prendendo todos aqueles que se acham donos de uma favela ou de um bairro pobre”, afirmou ele, cercado por seus simpatizantes no estádio Vila Euclides, em São Bernardo do Campo.
O presidente do Brasil, por outro lado, voltou a se apresentar como o grande porta-voz da esquerda. “Não permitirei que a direita chegue ao poder, uma direita que costumava rir das crianças que morriam por falta de remédios”, afirmou Lula. “Não sei que futuro essas pessoas imaginam para o povo brasileiro”.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, acusou Lula de ter ficado de braços cruzados diante da criminalidade. Durante o lançamento de sua campanha na praia de Copacabana, o senador e filho do agora preso ex-presidente Jair Bolsonaro (condenado a 27 anos por golpe de Estado) acusou Lula de “brigar com países a 10.000 quilômetros do Brasil”, em referência a Israel, “mas não briga com o ladrão, o traficante, o estuprador, o assaltante e o assassino que temos ao nosso lado”.
“Ou esse governo está conivente com o crime organizado ou é incompetente”, acrescentou Bolsonaro em declarações publicadas pelo jornal ‘O Globo’.
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