Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad - Arquivo
MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O jornalista palestino Ahmed Mansur morreu na segunda-feira depois de ser ferido junto com outros oito colegas em um ataque do exército israelense a uma tenda de repórteres em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, no qual um profissional da mídia e outra pessoa foram mortos.
O jornal 'Filastin', vinculado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), confirmou nas últimas horas a morte de Mansur "devido aos ferimentos sofridos quando as forças de ocupação bombardearam uma tenda de jornalistas no hospital Nasser" na localidade mencionada.
Sua morte se segue à do jornalista Hilmi al-Faqaui, que trabalhava para a agência de notícias Palestine Today, e de outra pessoa em um ataque que as Forças de Defesa de Israel (IDF) justificaram com o argumento de que o alvo era Hassan Asli, um dos oito repórteres feridos, que eles identificam como "um membro do Hamas que opera sob o disfarce de jornalista e proprietário de uma empresa de mídia".
"Asli, um terrorista da Brigada Khan Younis do Hamas, participou do massacre assassino lançado pela organização em 7 de outubro (2023). Durante o massacre, ele documentou e publicou nas mídias sociais atos de saques, incêndios criminosos e assassinatos", disseram em um comunicado.
Mansur eleva para 211 o número de jornalistas mortos pela "guerra genocida" de Israel, de acordo com estimativas das autoridades de Gaza, que consideraram "a ocupação israelense, a administração dos EUA e os países participantes do genocídio, incluindo o Reino Unido, a Alemanha e a França, totalmente responsáveis por esse crime hediondo e brutal".
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