Publicado 02/09/2026 02:50

O secretário de Energia dos EUA afirma que Washington deseja “muitos investimentos” norte-americanos na Venezuela

Archivo - Arquivo - 22 de junho de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, faz um discurso durante a assinatura de um decreto na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na segunda-fe
Europa Press/Contacto/Bonnie Cash - Pool via CNP

MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou nesta terça-feira que Washington deseja que haja “muitos investimentos” americanos na Venezuela, no âmbito de sua visita ao país sul-americano, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado neste fim de semana a aquisição do “controle majoritário” de um quinto das reservas de petróleo venezuelanas, no calor do que ele apelidou de “o maior acordo petrolífero da história mundial”.

“Queremos ver muitos investimentos provenientes dos Estados Unidos na Venezuela para aumentar as oportunidades e a prosperidade para os venezuelanos e os americanos, e para os consumidores de energia”, afirmou Wright ao chegar ao Aeroporto Internacional Simón Bolívar de Maiquetía, o principal do país, conforme informou a emissora de televisão venezuelana Globovisión.

Especificamente, o alto funcionário destacou que o objetivo é impulsionar o fluxo de capital privado por meio da participação de diversas empresas no setor energético venezuelano. Além disso, ele mencionou a existência de “acordos importantes” em andamento na área de hidrocarbonetos.

Foi no último sábado que Trump se gabou nas redes sociais de ter conseguido que os Estados Unidos obtivessem o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem nenhum custo para o contribuinte norte-americano.

O fato de um acordo como esse — com o país que possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, superando assim seu principal concorrente, a Arábia Saudita— lhe conceda o controle majoritário sobre 65 bilhões desses barris, representaria mais do que o dobro das reservas certificadas atuais dos Estados Unidos, estimadas em cerca de 38 bilhões de barris.

Esses 300 bilhões de barris representam aproximadamente 17% do abastecimento mundial, de acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos. Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos precisam procurar petróleo ainda não explorado, as reservas no subsolo venezuelano estão, em grande parte, mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas. No entanto, devido à enorme deterioração da infraestrutura, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial, um problema que pode custar caro a Washington no longo prazo.

O ALTO COMANDO MILITAR APOIA O ACORDO COM OS EUA

Em relação ao referido acordo com os Estados Unidos, o ministro do Poder Popular da Defesa, o general-em-chefe Gustavo González López, já se pronunciou anteriormente. Ele, acompanhado pelo alto comando militar — conforme também informou a Globovisión nesta terça-feira —, demonstrou seu apoio à assinatura do acordo.

“Se você me perguntasse sobre esse acordo em uma única palavra: isso é prosperidade e bem-estar para o país”, afirmou na última sexta-feira González López, após uma reunião com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

A tal ponto que o alto comando militar se mostrou a favor de “todos os termos do recente acordo estratégico que o país firmou com os Estados Unidos no que diz respeito ao desenvolvimento energético nos campos petrolíferos”, acrescentando que o fato de “transformar uma divergência política em um acordo de cooperação econômica é apenas uma decisão de buscar a paz” e não uma “subordinação”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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