Europa Press/Contacto/Aashish Kiphayet
MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) -
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, acredita que a guerra com o Irã terminará “nas próximas semanas”, o que porá fim à interrupção do transporte marítimo pelo estratégico estreito de Ormuz, que ele vê como um “sofrimento de curto prazo” necessário para que o Oriente Médio não seja refém da política do Irã.
“Acredito que este conflito terminará nas próximas semanas. Pode até ser antes”, afirmou neste domingo em entrevista à emissora de TV ABC News, em relação à guerra iniciada após a ofensiva surpresa lançada contra o Irã em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.
Wright mostrou-se convencido de que, então, haverá um aumento na oferta e uma queda nos preços do petróleo, que ultrapassaram os 100 dólares por barril devido ao bloqueio do estreito de Ormuz realizado pelo Irã, um cenário que o governo americano alega ter previsto antes de lançar sua ofensiva contra a República Islâmica. “Estávamos cientes de que haveria uma interrupção no curto prazo”, afirmou.
Assim, ele negou que Washington não tivesse planejado a resposta a um possível fechamento de Ormuz — um ponto estratégico por onde circula mais de um quinto do comércio mundial —, uma medida que provocou um aumento considerável nos preços da gasolina que, para o secretário de Energia, mudará a situação geopolítica no mundo “para sempre”.
Sobre a possibilidade de uma coalizão de países enviar navios para reabrir o estreito, como sugeriu o presidente Donald Trump neste sábado, Wright destacou que isso é “lógico”, já que as demais nações também dependem dos produtos que circulam por Ormuz.
Nesse sentido, e questionado sobre a possibilidade de as forças americanas destacadas na região ajudarem a reabrir essa passagem estratégica, ele sinalizou que todas as suas tropas trabalharão para alcançar esse objetivo “em um futuro não muito distante”, embora o objetivo principal neste momento seja destruir a capacidade militar do Irã.
A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã já deixou, até o momento, mais de 3.000 mortos, número que inclui 1.319 civis — dos quais 206 seriam menores de idade —, 1.122 militares e 599 pessoas cuja filiação não pôde ser esclarecida, conforme informou a ONG iraniana de direitos humanos HRANA, que cita relatórios oficiais das autoridades sanitárias, de emergências e de proteção civil, bem como de ativistas.
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