CENICIENTOS 23 jul. (EUROPA PRESS) -
A secretária-geral de Proteção Civil e Emergências do Ministério do Interior, Virginia Barcones, defendeu nesta quinta-feira a resposta coordenada do Governo da Espanha diante do incêndio florestal que teve início em Almorox (Toledo) e que se espalhou até a localidade madrilenha de Villa del Prado, afetando até o momento 890 hectares, dos quais 600 em território da Comunidade de Madri.
Do posto de comando avançado instalado em Cenicientos, ao lado dos delegados do Governo em Madri, Francisco Martín, e em Castela-La Mancha, José Pablo Sabrido, Barcones destacou que o Executivo central colocou “desde o primeiro momento” todos os seus recursos e capacidades a serviço da gestão da emergência.
“Os incêndios não reconhecem fronteiras nem as diferentes instituições. A única coisa que eles reconhecem é a força de todo o Sistema Nacional de Proteção Civil para combater nosso único inimigo: o fogo”, afirmou.
A responsável pela Proteção Civil explicou que o Governo mobilizou mais de 300 profissionais, entre eles membros da Unidade Militar de Emergências (UME), recursos do Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, da Guarda Civil e da Proteção Civil.
De fato, questionada sobre a distribuição dos recursos estatais diante da ocorrência simultânea de incêndios em várias comunidades autônomas, Barcones garantiu que todos os recursos solicitados estiveram disponíveis imediatamente para as direções das diferentes emergências.
Ela explicou que a ação se baseia em um sistema coordenado no qual quem comanda cada operação determina “o que precisa, onde, como e quando”, enquanto o governo coloca esses recursos à disposição “de forma imediata”.
A secretária-geral agradeceu, por fim, o trabalho de todos os profissionais que combatem o incêndio “em condições meteorológicas extremas”, destacando que são eles que “salvam” a população e o patrimônio natural.
REIVINDICA UM PACTO ESTADUAL CONTRA A EMERGÊNCIA CLIMÁTICA
Nesse ponto, Barcones insistiu que a emergência climática está provocando incêndios de maior magnitude e virulência, com consequências “devastadoras” tanto para as pessoas evacuadas quanto para o patrimônio natural e cultural. Assim, ela exigiu um pacto de Estado contra a emergência climática.
Conforme detalhou, com dados ainda provisórios, no que vai do ano, 108.000 hectares foram consumidos pelas chamas na Espanha, o quádruplo dos 24.000 registrados no mesmo período do ano passado, além de já terem sido contabilizados 23 grandes incêndios florestais, incluindo este de Almorox-Villa del Prado e o registrado nesta manhã em Burgohondo (Ávila).
Barcones sustentou que, independentemente de a origem dos incêndios ser natural ou resultante da ação humana — seja ela acidental, negligente ou criminosa —, a emergência climática agrava seus efeitos; por isso, defendeu o reforço dos serviços públicos, a melhoria do planejamento e a antecipação a esse tipo de situação.
“O único inimigo é o fogo, o único inimigo é a emergência climática”, afirmou, antes de defender que somente “a força do Estado como um todo” e do Sistema Nacional de Proteção Civil permitirá responder com maior eficácia a esse tipo de emergência.
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