Europa Press/Contacto/Bilal Osama
MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -
A ONG Save the Children denunciou nesta quinta-feira que se “falhou” com um milhão de crianças no Oriente Médio ao não se ter posto fim à guerra mil dias após o início da ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza, em resposta aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.
Ao completar mil dias de conflito, o diretor regional da Save the Children para o Oriente Médio, Norte da África e Europa Oriental, Ahmad Alhendawi, denunciou que “o mundo falhou com um milhão de crianças em Gaza ao não intervir para impedir as mortes e mutilações de menores” durante esse período.
“Enquanto seus corpos jovens e frágeis eram dilacerados por bombas e mísseis, o mundo vendia essas mesmas armas ao governo de Israel. Enquanto as crianças morriam de fome e doenças, e o governo de Israel descumpria suas obrigações legais de facilitar o acesso humanitário, incluindo a entrada de alimentos nutritivos em quantidade suficiente em Gaza, o mundo continuava mantendo acordos comerciais com o governo de Israel”, destacou.
Nesse sentido, ele criticou o fato de que o cessar-fogo acordado há nove meses não tenha impedido a morte de menores, e que mais de 275 meninos e meninas tenham falecido em operações do Exército israelense. “O mundo continua ignorando as vozes e as necessidades das crianças, que simplesmente exigem ser tratadas como qualquer outra criança do mundo”, declarou.
Esse número se soma ao de pelo menos 21.000 meninos e meninas mortos desde o início do conflito em Gaza; a Save the Children ressalta que o número real pode ser muito maior devido ao número indeterminado de menores que ainda se encontram sob os escombros.
Dessa forma, a organização exigiu que o cessar-fogo se torne “imediatamente” um “cessar-fogo definitivo”, ressaltando que isso é fundamental para salvar vidas e pôr fim às graves violações dos direitos da infância.
“Deve haver total prestação de contas pelos crimes cometidos contra crianças. Os responsáveis devem ser investigados e responder por seus atos para romper o ciclo de impunidade e evitar novos danos”, afirmou a Save the Children em um comunicado.
Da mesma forma, a organização pede à comunidade internacional que suspenda imediatamente a transferência de armas para Israel e garanta que não apoie nem contribua para sustentar práticas ilegais nos territórios ocupados.
Assim, reiterou a necessidade de proibir o comércio, a cooperação econômica e os serviços que mantenham ou apoiem os assentamentos israelenses ilegais, em consonância com o Parecer Consultivo da Corte Internacional de Justiça. “Essa medida constitui um passo necessário para pôr fim à violação sistemática dos direitos fundamentais das crianças palestinas”, concluiu.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático