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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
A organização humanitária internacional Save The Children informou nesta sexta-feira que, apesar do cessar-fogo temporário declarado no sul do Líbano, mais de um milhão de pessoas, entre elas 390 mil crianças, continuam deslocadas por todo o país, “aterrorizadas pelos bombardeios, enquanto os drones continuam sobrevoando a região”.
“A notícia da prorrogação por três semanas do cessar-fogo temporário é um pouco tranquilizadora, mas as pessoas mostram-se cautelosas e continuam vivendo em um estado perpétuo de incerteza; uma pausa não é suficiente. As famílias são obrigadas a suportar mais três semanas de incerteza, sem poderem retornar às suas vidas anteriores, vivendo em barracas nas ruas, em escolas e estádios”, explicou Nora Ingdal, diretora do escritório da Save The Children no Líbano.
Assim, segundo dados da ONU, mais de 117 mil pessoas, entre elas 40 mil crianças, permanecem em abrigos coletivos, e apenas um quinto delas voltou para casa desde que o cessar-fogo condicional foi acordado.
“Encontrei-me com muitas crianças e famílias de todo o país, e todas me dizem o mesmo: querem voltar para casa, as crianças querem voltar à escola e os adultos ao trabalho. As famílias querem deixar de viver em um estado de incerteza, com medo de que a guerra volte e sob o zumbido dos drones sobre suas cabeças”, acrescentou Ingdal.
Após o acordo alcançado entre o Líbano e Israel para um cessar-fogo temporário, grande parte da população afetada retorna às suas casas, embora, segundo dados do Conselho Nacional de Pesquisa Científica do Líbano, “mais de 62.000 residências tenham sido danificadas ou destruídas durante a guerra”.
O Líbano e Israel chegaram a um acordo na semana passada para uma trégua temporária de dez dias que, no entanto, não pôs fim à troca de ataques entre o Exército israelense e o Hezbollah. Nesta última ofensiva de Israel contra o país vizinho, iniciada no último dia 2 de março, morreram cerca de 2.400 pessoas e mais de 7.600 ficaram feridas.
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