Diego Radamés - Europa Press - Arquivo
MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
O vice-secretário de Educação e Igualdade do Partido Popular, Jaime de los Santos, denunciou neste sábado que a realidade política em torno do presidente do Governo, Pedro Sánchez, está “podre” e afirmou que a “prioridade nacional” é que ele “convoque eleições”.
“O sanchismo voltou a se deparar com os juízes: o senhor Ábalos, o senhor Koldo García, demonstrando mais uma vez até que ponto está podre toda a realidade política que acompanhava e que continua acompanhando Pedro Sánchez desde que ele assumiu primeiro a Secretaria-Geral de seu partido e depois a presidência do Governo”, declarou.
Além disso, ele se referiu a um vídeo publicado pelo The Objective, filmado durante o Comitê Federal do PSOE em 2016, no qual, segundo De los Santos, Sánchez "podia ser visto como o que ele é, um homem sem moral, sem princípios, disposto não apenas a enganar os cidadãos", mas "também seus próprios companheiros", apontando para "um homem que chegou à Secretaria Geral do Partido Socialista aproveitando-se dos lucros da prostituição da qual a família de sua esposa vivia".
“Ele pretendia esconder algumas urnas para que o voto fosse oculto e parece que (isso era) o mais próximo de uma fraude eleitoral”, acusou.
Nessa linha, insistiu que a “corrupção” do partido levou a Espanha a “tornar-se cada vez mais irrelevante” no plano internacional.
“Se há uma prioridade nacional, é que Pedro Sánchez convoque eleições” para “retornar ao caminho da democracia” e recuperar o “prestígio”, sustentou, em referência ao conceito de prioridade nacional presente nos acordos regionais entre o PP e o Vox.
PRIORIDADE NACIONAL E ENRAIZAMENTO
“Quando falamos de prioridade nacional, estamos falando de uma política séria na qual não se possam realizar regularizações em massa de imigrantes sem sequer saber de quantas pessoas estamos falando”, explicou De los Santos a esse respeito.
Quanto ao conceito de enraizamento, ele o definiu como "que esses imigrantes que vêm para a Espanha tenham, acho que não é pedir muito, um contrato de trabalho, que conheçam como somos nós, espanhóis, e que estejam dispostos a fazer parte de uma cultura" que é "generosa" e não "xenófoba", desenvolveu o político, que instou aqueles que criticam os pactos a ler o texto "em profundidade".
“Um migrante regularizado tem exatamente os mesmos direitos que aqueles que nascemos aqui”, declarou ele em declarações à imprensa após a XXX Leitura Contínua do Quixote, organizada pelo Círculo de Bellas Artes.
SAÍDA DA ESPANHA DA OTAN
Questionado sobre a possibilidade de os Estados Unidos proporem uma hipotética expulsão da Espanha da OTAN, De los Santos lembrou que a organização “não prevê a possibilidade de expulsar nenhum membro”.
No entanto, ele também considera que “os EUA, neste momento, demonstraram que não confiam na Espanha” e questionou “até que ponto se assemelham” a vice-presidente e ministra do Trabalho, Yolanda Díaz; a secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, e o presidente dos EUA, Donald Trump: “Porque, neste momento, estão exatamente reivindicando a mesma coisa”, ironizou.
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