Publicado 20/10/2025 09:29

Santos diz que se Trump conseguir a paz em Gaza e na Ucrânia "ele seria digno de um Prêmio Nobel da Paz".

O ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, em declarações à Europa Press.
DAVID ZORRAKINO - EUROPA PRESS

EUA veem risco de sanções contra a Colômbia após acusações entre Trump e Petro

BARCELONA, 20 out. (EUROPA PRESS) -

O ex-presidente da Colômbia e ganhador do Prêmio Nobel da Paz, Juan Manuel Santos, garantiu que se o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conseguir uma paz estável entre Palestina e Israel e também a paz na Ucrânia "ele seria digno de um Prêmio Nobel da Paz".

Em entrevista à Europa Press na segunda-feira, durante o fórum "World in Progress", organizado pela Prisa, ele saudou "a iniciativa do presidente Trump de buscar um cessar-fogo, que foi alcançado", e a descreveu como um primeiro passo em uma situação muito complexa.

"Agora vem a segunda fase, que é a fase de negociar quem governará Gaza, como ela será governada, como o Hamas será desarmado. E depois vem a coisa mais importante, que é tornar essa paz estável e duradoura criando dois Estados", disse Santos, que defendeu o reconhecimento da Palestina como um Estado.

Ele também vê a decisão de conceder o Prêmio Nobel da Paz de 2025 à líder da oposição venezuelana María Corina Machado como uma boa decisão, pois a considera "uma pessoa muito corajosa, perseverante em sua luta para recuperar a liberdade e a democracia na Venezuela", razão pela qual ela merecia o reconhecimento, em sua opinião.

TRUMP E PETRO

O ex-presidente colombiano lamentou a situação "muito triste e lamentável" que surgiu após as acusações entre Trump e o atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sobre os ataques dos EUA aos traficantes de drogas no Caribe.

Especificamente, Trump acusou Petro de ser um "líder do narcotráfico" e ameaçou retirar subsídios e pagamentos à Colômbia depois que o presidente colombiano o repreendeu por ter destruído um desses barcos em águas colombianas e o acusou de ter cometido assassinatos.

"É uma situação muito infeliz, muito lamentável, a Colômbia e os Estados Unidos tinham a melhor relação, éramos o aliado estratégico dos Estados Unidos na América Latina e tínhamos uma relação muito fluida e muito produtiva para ambas as nações", disse Santos, que acrescentou que os insultos entre presidentes só levam a dificuldades.

O ex-presidente colombiano afirmou que "se o maior consumidor briga com o maior produtor" de drogas, é o crime organizado que se beneficia, e atribuiu essa situação ao temperamento de ambos os líderes.

EFEITO LULA

Ele esperava que uma solução fosse encontrada em breve e criticou: "Se o presidente Petro está buscando um efeito semelhante ao de Lula, de recuperar sua popularidade confrontando Trump, ele pode conseguir algo nesse sentido, mas a um custo muito alto para o povo colombiano".

Santos acredita que há um risco de que os Estados Unidos apliquem sanções contra a Colômbia após esse episódio, embora ele espere que isso não aconteça porque seria "muito prejudicial para a economia colombiana".

Perguntado sobre as futuras eleições presidenciais na Colômbia em 2026, o ex-presidente colombiano argumentou que seu país precisa de um governo capaz de gerar consenso: "Nem a extrema esquerda, nem a extrema direita, nem Petro, nem Uribe", e acrescentou que, se qualquer uma dessas duas forças vencesse, haveria um governo ingovernável.

Ele pediu que "a violência verbal seja moderada" e que a sede de vingança seja deixada de lado para que as eleições presidenciais ocorram sem problemas, e insistiu na necessidade de moderação e na geração de políticas baseadas em acordos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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