Publicado 09/09/2026 10:18

Santiago (IU) considera “inaceitável” rotular um jornalista e critica que isso não é próprio de um país democrático

Archivo - Arquivo - O deputado do Sumar, Enrique Santiago, intervém durante uma sessão plenária extraordinária no Congresso dos Deputados, em 14 de julho de 2026, em Madri (Espanha).
Carlos Luján - Europa Press - Arquivo

MADRID 9 set. (EUROPA PRESS) -

O porta-voz da Izquierda Unida (IU) no Congresso e deputado do Sumar, Enrique Santiago, classificou como “inaceitável” a categorização de jornalistas “por sua suposta ideologia” realizada pelo Ministério do Interior e criticou que “não é uma prática própria” de um ministério “de um país democrático”.

Em entrevista ao programa “Al Rojo Vivo”, do canal “La Sexta”, divulgada pela Europa Press, o dirigente da IU insistiu que “a classificação de pessoas não é boa” e avaliou que a realizada pelo Ministério do Interior é “além disso, um trabalho malfeito”, pois as classificações são “mais do que duvidosas e questionáveis”.

“Consideramos absolutamente inaceitável que jornalistas sejam classificados por sua suposta ideologia, pois, além disso, as classificações apresentadas são mais do que duvidosas e questionáveis”, afirmou.

ESPERA QUE A DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL SOBRE A ‘LEI DOS NETOS’ POSSA SER “ANULADA”

Questionado sobre a decisão desta terça-feira do Supremo Tribunal (TS) sobre a ‘lei dos netos’, pela qual suspende cautelarmente o direito ao voto dos descendentes de exilados espanhóis entre 1936 e 1955 que não tenham comprovado tal condição, Enrique Santiago afirmou que lhe parece “inconcebível” que o Supremo “possa estabelecer que existem espanhóis de primeira e de segunda classe”.

Nesse sentido, ele lembrou que o direito ao voto é “o cerne dos direitos fundamentais” e que ninguém “pode ser privado desses direitos”, por isso, insistiu que espera que o Ministério Público “já esteja dando andamento aos trâmites” para poder apresentar ao Tribunal Constitucional (TC) o recurso de amparo e “anular a decisão” do STF.

“Não tenho dúvidas de que algo tão grave quanto o que foi feito pela Seção Contenciosa-Administrativa do Supremo Tribunal não tem qualquer fundamento constitucional”, insistiu.

Segundo Santiago, essa decisão do STF “tem apenas uma explicação” e é a de ser “funcional à política de deslegitimação da democracia por parte do Partido Popular e do Vox”. “O que é surpreendente é que uma seção do Supremo Tribunal tenha ousado fazer o jogo do Partido Popular e do Vox dessa forma”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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