PALMA 11 ago. (EUROPA PRESS) -
A conselheira de Famílias, Assistência Social e Cuidados de Dependência, Sandra Fernández, assegurou nesta segunda-feira que as Ilhas Baleares não têm capacidade para acolher mais menores migrantes não acompanhados e criticou a "hipocrisia" do governo central na gestão dessa distribuição.
Como ela explicou em declarações à mídia, "essa distribuição se deve a uma decisão da Suprema Corte que obriga o Estado a se encarregar desses menores", já que ele tem responsabilidade direta por eles.
"Quatro meses depois da sentença, está começando a receber, neste caso, acreditamos que há oito ou dez menores entre os mais de mil que solicitaram asilo", disse. Nesse sentido, ele destacou que lhe parece "bastante cínico e hipócrita" que, enquanto o Executivo tenta impor uma distribuição forçada às Comunidades Autônomas, "omite ou tenta omitir sua responsabilidade direta".
Fernández afirmou que a próxima distribuição, programada para 26 de agosto, afetará cerca de 3.000 menores desacompanhados, com cerca de 49 destinados às Ilhas Baleares, embora até agora não tenha sido recebida nenhuma informação oficial sobre como isso será feito.
"Não concordamos com a forma como essa distribuição imposta foi realizada, com critérios que não são muito transparentes e que excluem comunidades como o País Basco e a Catalunha", observou ele.
O conselheiro ressaltou que os conselhos das ilhas, que são competentes nessa área, já têm mais de 1.000% de ocupação e que as Ilhas Baleares são uma comunidade de entrada direta de migrantes pela rota marítima da Argélia, "uma das mais perigosas, que tira a vida de pessoas no mar diariamente".
Ele acusou o governo de "não fazer absolutamente nada para deter as máfias" e insistiu que a Comunidade "não pode oferecer atendimento digno e adequado a mais menores".
Por esse motivo, ele reiterou que o governo continuará estudando medidas para evitar a distribuição forçada. "Não queremos participar dessa distribuição que, como o Ministério costuma dizer, parece ser de mercadorias em vez de menores, quando o que deveríamos estar fazendo é protegê-los", concluiu.
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