Pool Moncloa/Fernando Calvo
MADRID 18 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, visitará as áreas afetadas pelo incêndio de Jarilla (Cáceres) nesta terça-feira "para ver no terreno" a evolução do fogo, que queimou 12.000 hectares de terra e cujo perímetro agora ultrapassa 130 quilômetros.
Isso foi transmitido por fontes do Executivo, que será a terceira visita de Sánchez às comunidades autônomas afetadas pelos incêndios, depois que ele viajou para a Galícia e Castela e Leão no domingo.
Atualmente, 20 recursos aéreos estão combatendo o incêndio de Jarilla e os esforços estão concentrados em seu flanco norte, que continua avançando e ameaça Navaconcejo, Tornavacas, Jerte e Rebollar, embora até agora o incêndio não tenha atingido o território de Castela e Leão.
O incêndio manteve ativos 40 incêndios na Espanha, 23 deles "particularmente preocupantes", como reconheceu o governo. É importante lembrar que, diante dessa situação, a União Europeia (UE) mobilizou recursos aéreos e equipes técnicas de sete Estados-Membros diferentes para ajudar a Espanha a apagar os incêndios.
Conforme informaram fontes da UE à Europa Press, as ofertas incluem quatro aviões-tanque mobilizados pela França e Itália, da reserva de emergência da UE, enquanto outros quatro helicópteros foram enviados pela Holanda (dois), República Tcheca (um) e Eslováquia (um).
A VISITA NA GALÍCIA
No caso da visita à Galícia na manhã deste domingo, Sánchez visitou as áreas afetadas pelos incêndios na província de Ourense e se reuniu com o presidente da Xunta, Alfonso Rueda, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
Sánchez compareceu a uma coletiva de imprensa com Rueda e lá propôs um "grande pacto" de Estado para a "mitigação e adaptação" à emergência climática, como resposta à onda de incêndios que a Espanha está sofrendo.
Ele também enfatizou que deveria haver "uma reflexão profunda" sobre como "redimensionar" as capacidades, não apenas para resposta, mas também para prevenção de "tudo o que tem a ver com a emergência climática". O Presidente também disse à sociedade galega que a Administração Geral do Estado e o Governo farão "tudo e mais" para que eles possam voltar "o mais rápido possível à normalidade em suas vidas".
A VISITA A CASTILLA Y LEÓN
Em Castilla y León, Sánchez visitou a área afetada pelo incêndio florestal em Orallo (León), nos arredores de Villablino, onde foi acompanhado pelo Presidente da Junta, Alfonso Fernández Mañueco; pelo Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska; e pelo Delegado do Governo, Nicanor Sen.
Nessa visita, Sánchez não se apresentou à mídia, como havia feito na Galícia. Fernández Mañueco, por sua vez, aproveitou a oportunidade para solicitar mais recursos do exército e do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para reforçar a operação contra os incêndios em Castilla y León, onde, precisamente, León é uma das províncias com a situação mais grave.
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