Pool Moncloa/Fernando Calvo
MADRID 19 ago. (EUROPA PRESS) -
O Presidente do Governo, Pedro Sánchez, e o Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, visitarão as áreas afetadas pelos incêndios em Jarilla (Cáceres) e Molezuelas de la Carballeda (Zamora) nesta terça-feira para ver a evolução dos dois incêndios no local com os chefes dos mecanismos de emergência e coordenação.
Durante sua visita à Extremadura, que ocorrerá durante toda a manhã a partir das 12h45, Sánchez e Marlaska, acompanhados pela Presidente do Governo Regional, María Guardiola, e pelo Delegado do Governo, José Luis Quintana, visitarão o Posto de Comando Avançado (PMA), após o qual o Chefe de Governo fará uma declaração à mídia.
À tarde, às 15h30, Sánchez e Marlaska viajarão para Molezuelas de la Carballeda (Zamora), para visitar a área afetada pelo incêndio e serão acompanhados pelo Presidente da Junta de Castilla y León, Alfonso Fernández Mañueco, e pelo Delegado do Governo, Nicanor Sen.
Esses novos compromissos serão o segundo dia de visitas às comunidades autônomas afetadas pelos incêndios, depois de ter visitado a Galícia e Castela e Leão no domingo.
40 INCÊNDIOS ATIVOS EM TODO O PAÍS
Na segunda-feira, 40 incêndios ainda estavam queimando na Espanha, 23 deles "particularmente preocupantes", de acordo com o governo. Diante dessa situação, a União Europeia (UE) mobilizou recursos aéreos e equipes técnicas de sete Estados-Membros diferentes para ajudar a Espanha a apagar os incêndios.
Segundo fontes da UE informaram à Europa Press, as ofertas incluem quatro aviões-tanque mobilizados pela França e Itália, da reserva de emergência da UE, enquanto outros quatro helicópteros foram enviados pela Holanda (dois), República Tcheca (um) e Eslováquia (um).
Especificamente, o incêndio de Jarilla, que Sánchez e Marlaska visitarão nesta terça-feira, queimou 12.000 hectares de terra e seu perímetro agora ultrapassa 130 quilômetros. Aqui, 20 recursos aéreos estão combatendo e os esforços estão concentrados em seu flanco norte, que continua avançando e ameaça Navaconcejo, Tornavacas, Jerte e Rebollar, embora até agora o incêndio não tenha atingido o território de Castilla y León.
Por sua vez, o incêndio florestal de Molezuelas-Castrocalbón foi rebaixado para o nível de gravidade 1, enquanto 72 localidades permanecem evacuadas na província, afetando 4.813 pessoas, bem como dois municípios confinados com 54 residentes.
A VISITA NA GALÍCIA
No caso da visita à Galícia na manhã deste domingo, Sánchez visitou as áreas afetadas pelos incêndios na província de Ourense e se reuniu com o presidente da Xunta, Alfonso Rueda, e o ministro Grande-Marlaska.
Sánchez compareceu a uma coletiva de imprensa com Rueda e lá propôs um "grande pacto" de Estado para a "mitigação e adaptação" à emergência climática, como resposta à onda de incêndios que a Espanha está sofrendo.
Ele também enfatizou que deveria haver "uma reflexão profunda" sobre como "redimensionar" as capacidades, não apenas para resposta, mas também para prevenção de "tudo o que tem a ver com a emergência climática". O Presidente também disse à sociedade galega que a Administração Geral do Estado e o Governo farão "tudo e mais" para que eles possam voltar "o mais rápido possível à normalidade em suas vidas".
A VISITA A CASTILLA Y LEÓN
Em Castilla y León, Sánchez visitou a área afetada pelo incêndio florestal em Orallo (León), nos arredores de Villablino, onde foi acompanhado pelo Presidente da Junta, Alfonso Fernández Mañueco; pelo Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska; e pelo Delegado do Governo, Nicanor Sen.
Nessa visita, Sánchez não se apresentou à mídia, como havia feito na Galícia. Fernández Mañueco, por sua vez, aproveitou a oportunidade para solicitar mais recursos do exército e do Mecanismo Europeu de Proteção Civil para reforçar a operação contra os incêndios em Castilla y León, onde, precisamente, León é uma das províncias com a situação mais grave.
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