BORJA PUIG DE LA BELLACASA
Bill Gates homenageado por seu compromisso com as metas de desenvolvimento sustentável
Ele lamenta que "a indiferença esteja ganhando terreno" e pede que "os mesmos valores" sejam defendidos para a Palestina e para a Ucrânia.
MADRID, 23 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, assegurou que é uma "grande notícia" para a comunidade internacional o fato de a França ter se unido ao reconhecimento do Estado palestino, juntando-se assim a outros países como Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal, ao mesmo tempo em que defende mais uma vez o respeito ao direito internacional humanitário em Gaza.
Sánchez fez essa declaração durante a cerimônia de entrega do "Global Goalkeepers Award" no Lincoln Center, em Nova York, como parte da Semana de Alto Nível das Nações Unidas. O prêmio, que foi entregue ao Presidente do Governo pelo próprio magnata norte-americano, reconhece os líderes mundiais comprometidos com as Metas de Desenvolvimento Sustentável (SDGs).
Em sua conversa com Bill Gates, o chefe do governo espanhol explicou os motivos que levaram a Espanha a ser um dos primeiros países a reconhecer a Palestina como um Estado. Sánchez condenou mais uma vez os "ataques terroristas terríveis e apavorantes perpetrados" pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, ao mesmo tempo em que insistiu que os reféns devem ser libertados.
"Isso foi deixado muito claro pelo governo espanhol e, acredito, por toda a comunidade internacional. Mas uma coisa é o direito de um país de se defender e outra bem diferente é esse sofrimento, esse desafio humanitário e o assassinato de pessoas inocentes", lamentou Sánchez.
O presidente criticou o fato de que a ofensiva israelense em Gaza está gerando "indiferença ou falta de empatia" e "está ganhando presença no debate público". Por esse motivo, ele defendeu a importância de "levantar nossas vozes" e pedir "um cessar-fogo imediato" para permitir a entrada de ajuda humanitária, interromper a guerra e iniciar "um processo político que culmine com o reconhecimento do Estado da Palestina". "E acredito que isso é essencial para a comunidade internacional", acrescentou.
ISRAEL ESTÁ "MENOS SEGURO E MAIS ISOLADO".
O líder do Executivo indicou que os valores defendidos na Ucrânia devem ser os mesmos que os defendidos na Palestina. "Que são o direito internacional e o direito internacional humanitário", disse Sánchez.
Ele também pediu à sociedade israelense que reflita se seu país é mais seguro hoje do que era antes da guerra", ao que ele disse acreditar que "eles estão menos seguros e mais isolados". Nesse sentido, ele indicou que acredita que a estratégia de Netanyahu após os recentes ataques está "errada".
AUMENTO DA AJUDA AO DESENVOLVIMENTO
Por fim, o chefe do governo espanhol agradeceu o prêmio, defendendo o "pragmatismo" na política. Sánchez lembrou que a Espanha foi "muito afetada" pela pandemia há cinco anos e que o governo percebeu a importância de se comprometer com a cooperação e aumentar o apoio às instituições globais voltadas para a saúde.
O Presidente do Governo enfatizou que segurança também significa falar sobre "saúde global" na África, Europa e "em todo o mundo".
"O que temos de fazer é aumentar a ajuda, a cooperação e o desenvolvimento e, claro, enfrentar a nova realidade que temos no flanco oriental da Europa, que é o neoimperialismo de Putin face a países como a Ucrânia, mas sem criar um falso dilema entre ajuda e gastos com a defesa", afirmou.
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