Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 3 abr. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, considerou que o ataque "unilateral" lançado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com a imposição de tarifas não é apenas "insensato" quando se trata de enfrentar os desafios atuais, mas também "contrário à verdade" em relação à UE.
"A administração dos EUA decidiu atacar unilateralmente" com "um pacote de tarifas absolutamente sem precedentes, de 25% para nossos carros e 20% para praticamente todos os produtos importados da União Europeia", denunciou Sánchez em uma aparição sem perguntas na Moncloa.
Em sua opinião, "voltar ao protecionismo do século XIX" não é "uma maneira inteligente de enfrentar os desafios do século XXI em um mundo totalmente interconectado", além de ser contrário aos cidadãos e às empresas de ambos os lados do Atlântico.
Mas, além disso, Sánchez enfatizou, "é contrário à verdade". "Não é verdade que a União Europeia aplica tarifas de 39% aos Estados Unidos", reiterou, enfatizando que a UE "só aplica tarifas de cerca de 3%, dependendo do caso".
Assim, as tarifas anunciadas por Trump "não são recíprocas", mas sim "uma desculpa para punir países, aplicar um protecionismo estéril e arrecadar dinheiro para tentar mitigar o déficit que está causando uma política fiscal mais do que questionável".
Sánchez quis deixar claro que "a guerra comercial afetará a todos, inclusive a Europa, mas afetará mais aqueles que a provocaram", razão pela qual ele pediu mais uma vez a Trump que "reconsidere, que se sente à mesa de negociações com a União Europeia e também com o resto do mundo".
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