Publicado 02/07/2026 17:10

Sánchez solicita medidas cautelares à CIDH após a vitória eleitoral de Fujimori

Archivo - Arquivo - 31 de maio de 2026, Lima, PERU: O candidato à presidência ROBERTO SANCHEZ, do partido Juntos pelo Peru (à esquerda), e a candidata à presidência KEIKO FUJIMORI, do partido Força Popular, em Lima, posam para uma foto antes do debate em
Europa Press/Contacto/Mariana Bazo - Arquivo

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O ex-candidato à Presidência do Peru, Roberto Sánchez, solicitou medidas cautelares nesta quinta-feira perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), alegando mudanças nas regras em “pleno” processo eleitoral, depois que sua rival, Keiko Fujimori, o superou por pouco mais de 49.600 votos.

“Apresentamos uma petição e um pedido de medida cautelar perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos por violação dos artigos 23, 8, 25 e 13, em conexão com os artigos 1.1 e 2 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, informou ele em suas redes sociais.

O líder do partido “Juntos pelo Peru” destacou que o pedido à CIDH se baseia na “mudança das regras em pleno processo eleitoral, impedindo que, no segundo turno —realizado no último dia 21 de junho— as atas das votações no exterior fossem digitalizadas”, o que “viola o princípio da intangibilidade normativa (que estabelece que não haja alterações em pleno processo eleitoral)”.

Além disso, prosseguiu ele, “isso afeta a segurança jurídica e a confiança pública e, acima de tudo, viola a soberania do voto, uma vez que impede que se conheçam com certeza os resultados das eleições realizadas fora do Peru”.

Sánchez lembrou, na mesma mensagem, “a forma como essas atas foram transportadas para o Peru e a demora em chegar” e denunciou o alto custo do procedimento para solicitar a anulação das eleições nas seções eleitorais, indicando que equivale a 1.375 soles, o que é um “valor muito superior ao salário mínimo”. Essas questões, argumentou ele, “impedem o acesso ao direito à justiça”.

O ex-candidato de esquerda já havia anunciado no início desta semana que apresentaria um recurso perante a CIDH, alertando para o “grave impacto” causado pelas representações consulares no andamento das eleições.

Nesta segunda-feira, foi confirmada oficialmente a vitória de Fujimori, com 50,135% dos votos, sobre Sánchez, que obteve 49,865% dos votos, de acordo com o último boletim oficial publicado pelo Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) após a conclusão da apuração.

Os dados oficiais apontam uma diferença de 49.641 votos a favor de Fujimori, após o processamento de todas as atas, incluindo aquelas que foram revisadas pelos Júris Eleitorais Especiais (JEE).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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