Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente do Governo, Pedro Sánchez, manteve duas reuniões com o líder do ERC, Oriol Junqueras, para negociar o novo sistema de financiamento autonômico, antes do encontro público que tiveram na última quinta-feira, 8 de janeiro, em La Moncloa, e que serviu para formalizar o acordo.
Fontes de Moncloa confirmam que ocorreram dois encontros anteriores, que foram mantidos em segredo e não foram divulgados à opinião pública, embora não especifiquem as datas concretas nem o local onde foram realizados.
O próprio Junqueras já confirmou nesta segunda-feira que essas reuniões ocorreram: “Pelo bem da Catalunha, nos reunimos, se for preciso, até no inferno”, afirmou ao ser questionado sobre o assunto.
Nesta terça-feira, na coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros, a porta-voz Elma Saiz disse que não tinha informações sobre as referidas reuniões, embora tenha assegurado que o governo realiza um “enorme trabalho de diálogo” que, às vezes, é feito “com total discrição”. Em sua opinião, o importante são os acordos alcançados, que foram comunicados com transparência, segundo ela afirmou. A porta-voz foi questionada sobre o motivo de manter em segredo essas reuniões e se elas também ocorreram com outros líderes independentistas, como o ex-presidente catalão Carles Puigdemont (Junts) e Arnaldo Otegi (EH Bildu). A este respeito, fontes governamentais asseguram que Sánchez nunca se reuniu com nenhum dos dois. Após a reunião da última quinta-feira em Moncloa, Junqueras anunciou que, em virtude do novo sistema de financiamento, a Catalunha receberia 4,7 bilhões de euros adicionais e, além disso, seria respeitado o princípio da ordinalidade, ou seja, esta comunidade seria a terceira a contribuir com fundos e também a recebê-los.
No dia seguinte, a vice-presidente primeira, María Jesús Montero, apresentou a proposta do Governo para todas as comunidades, que injetará 20 bilhões de euros adicionais. Ela confirmou ainda que respeitará a ordinalidade para algumas comunidades, como a Catalunha, mas que isso não será garantido para outras, como a Comunidade de Madrid.
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