Publicado 18/04/2026 06:32

Sánchez pede que se defenda a democracia diante da guerra: "Não basta resistir, temos que propor"

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, intervém na IV Reunião em Defesa da Democracia, em Barcelona.
ALBERTO PAREDES / EUROPA PRESS

L'HOSPITALET DE LLOBREGAT (BARCELONA), 18 (EUROPA PRESS)

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, fez um apelo à ação em defesa da democracia perante cerca de vinte líderes progressistas, em resposta às guerras, à desigualdade e à disseminação da desinformação.

Na abertura da IV Reunião em Defesa da Democracia, realizada neste sábado em Barcelona, Sánchez afirmou que todos os presentes compartilham uma “preocupação” e uma “responsabilidade” e os exortou a tomar decisões.

Diante de líderes como o presidente do Brasil, Lula da Silva; do México, Claudia Sheinbaum; da Colômbia, Gustavo Petro; da África do Sul, Cyril Ramaphosa, entre outros, Sánchez alertou que a democracia não pode ser dada como garantida e advertiu sobre os perigos que a corroem.

“Vemos ataques ao sistema multilateral, uma tentativa após outra de contestar as regras do direito internacional e uma perigosa normalização do uso da força; e, dentro de nossas sociedades, crescem a desigualdade e a desinformação”, indicou na abertura da cúpula, da qual é anfitrião.

REFORMA DA ONU

Para Sánchez, o risco que as nações enfrentam é que a democracia “se esvazie por dentro enquanto é atacada de fora” e, por isso, ele alerta que a resposta não pode ser apenas defensiva. “Não basta resistir, temos que propor, temos que demonstrar que a democracia não só se defende, como se fortalece e se aperfeiçoa dia a dia”, destacou.

Esse é o espírito da reunião deste sábado, que estabeleceu três grandes prioridades, conforme ele sinalizou. Em primeiro lugar, a renovação do sistema multilateral, fundamentalmente da Organização das Nações Unidas, que deve ser reformada “com urgência” para “refletir a realidade do mundo do século XXI” e dar mais representatividade a regiões como a América Latina, a África e a Ásia.

“Acreditamos que chegou o momento de a ONU ser reformada e, por que não, claro que sim, dirigida por uma mulher. Não é apenas uma questão de justiça, mas também de credibilidade”, indicou o chefe do Executivo, que em várias ocasiões apostou em uma mulher originária da América Latina como nova secretária-geral.

DESIGUALDADE E DESINFORMAÇÃO

Em segundo lugar, no que diz respeito à governança digital e às redes sociais, Sánchez alertou que a tecnologia “não se governa sozinha” e, sem direção nem regras, prejudica a sociedade: “Ela nos divide e nos torna mais dependentes”, alertou.

Não se pode permitir, continuou ele, que os algoritmos recompensem o ódio, a confrontação e as mensagens violentas, ou que o poder tecnológico “fique fora do controle democrático”. Assim, ele insistiu que seu governo está impulsionando uma agenda legislativa para exigir responsabilidade das plataformas e de seus dirigentes; para perseguir a publicação de conteúdos ilegais e também para medir o impacto do ódio e da polarização. Além disso, reiterou que limitará o acesso de menores às redes sociais.

A terceira prioridade desta reunião, indicou em seguida, é o combate à desigualdade porque, sustenta, ela não é compatível com democracias saudáveis e fortes e, quando as oportunidades não chegam a todos, a democracia perde legitimidade.

Nesse contexto, ela adverte, cresce o extremismo — que “não abre a brecha”, mas “ocupa o espaço” — e, por isso, devem apostar em uma agenda de justiça social, igualdade de oportunidades e igualdade de gênero para ter sociedades mais inclusivas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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