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MADRID 7 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, participará a partir de sexta-feira da Cúpula do Clima (COP 30) em Belém (Brasil) e depois da cúpula CELAC-União Europeia em Santa Marta (Colômbia) com os países do Caribe, eventos marcados pela crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela, na qual a Espanha defende que se atue de acordo com o direito internacional.
A esse respeito, fontes do governo destacam que as cúpulas estão ocorrendo em um contexto geopolítico complexo, em referência ao posicionamento militar dos Estados Unidos em águas internacionais no Caribe, onde atacaram supostos narcobarcos venezuelanos, embora esperem que essa questão não ofusque o conteúdo das cúpulas.
O governo, em consonância com a União Europeia, garante que a luta contra o tráfico de drogas e as redes de crime organizado é uma prioridade. No entanto, eles acreditam que qualquer ação tomada para enfrentar esse problema deve se basear no direito internacional e ter uma base jurídica clara.
Nesse sentido, eles argumentam que, assim como enfatizam o respeito ao direito internacional em outros contextos, como a guerra na Ucrânia ou a situação em Gaza, isso também é essencial nesse caso.
Embora essa questão não esteja na agenda oficial de nenhuma das cúpulas, é provável que ela faça parte da conversa entre os líderes. De fato, o presidente do Brasil, Lula da Silva, pediu para discutir a questão da "Venezuela e o envolvimento das Forças Armadas dos EUA" na CELAC.
O que está na agenda oficial é a discussão sobre a Aliança de Segurança entre os parceiros da UE e os países do Caribe, uma iniciativa que busca combater o tráfico de drogas e as redes de crime organizado por meio da cooperação política e judicial e da troca de informações entre os dois lados do Atlântico.
UM PACTO PARA MEDIR A ADAPTAÇÃO ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Com relação à Cúpula do Clima, que começa na sexta-feira, 7 de novembro, as fontes consultadas enfatizam que a União Europeia chegará com a lição de casa feita depois de chegar a um acordo vinculativo para reduzir as emissões de poluentes em 90% até 2040, em comparação com os níveis de 1990.
Os países participantes também tratarão do financiamento climático, embora as principais discussões devam se concentrar na adaptação às mudanças climáticas.
Para a Espanha, essa última é uma prioridade máxima, pois é considerada um dos países mais vulneráveis aos efeitos da crise climática, como foi demonstrado, segundo eles, em catástrofes como o dana do ano passado ou os incêndios do verão.
O objetivo da cúpula do Brasil é chegar a um acordo sobre as métricas para medir o progresso em termos de adaptação e definir indicadores específicos que sejam comuns e homólogos em toda a comunidade internacional, o que se espera que seja uma negociação complexa.
SEGURANÇA E MIGRAÇÃO
Em relação à cúpula da CELAC da UE, o governo saúda a continuidade na realização dessas cúpulas, que foram reativadas em 2023 sob a presidência rotativa da Espanha, após um hiato de oito anos sem ocorrer. Nesse sentido, o governo saúda o fato de que essa nova cúpula consolida o novo mecanismo promovido pela Espanha.
O evento principal ocorrerá no domingo, 9 de novembro, quando os líderes discutirão o trabalho conjunto realizado nos últimos dois anos. Entre outras questões, eles abordarão a já mencionada Aliança de Segurança Cidadã, um elemento que preocupa a maioria dos países do continente americano, e um pacto sobre cuidados e mobilidade humana sustentável, onde discutirão o pilar social da relação entre as duas regiões, com questões como migração, contribuições sociais e reconhecimento do trabalho.
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