Publicado 12/10/2025 16:11

Sánchez participa da Cúpula de Paz do Egito com a disposição de ajudar a resolver desafios futuros

O Presidente do Governo, Pedro Sánchez, comparece perante a mídia na sede da Representação Permanente da Espanha nas Nações Unidas, em 25 de setembro de 2025, em Nova York (Estados Unidos). Sánchez viajou para os Estados Unidos
Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa

MADRID 12 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente do governo, Pedro Sánchez, será um dos mais de vinte líderes que se reunirão em Sharm el Sheikh (Egito) a convite do presidente egípcio, Abdelfatá al Sisi, e do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o que chamaram de Cúpula da Paz.

Moncloa explicou que "a Espanha encara este momento com esperança e com a vontade de contribuir para a resolução dos grandes desafios que a região enfrenta", agora que um horizonte de paz se abre após o acordo alcançado na semana passada.

Nesse sentido, eles apontam para a necessidade de garantir que "o acordo seja totalmente implementado em suas dimensões política, de segurança e humanitária".

O objetivo dessa reunião, de acordo com a presidência egípcia, é "pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, impulsionar os esforços para alcançar a paz e a estabilidade no Oriente Médio e dar início a uma nova era de estabilidade e segurança regional".

A cúpula segue o acordo entre Israel e o Hamas sobre a primeira fase do plano proposto por Trump, que se materializou pela primeira vez na sexta-feira com a entrada em vigor de um cessar-fogo em Gaza.

Isso deve ser seguido pela libertação dos reféns ainda mantidos pelo Hamas, que deve ocorrer na segunda-feira, provavelmente antes da reunião na cidade turística egípcia. Por sua vez, Israel deve libertar alguns prisioneiros palestinos.

De acordo com a mídia egípcia 'Al Ahram', a reunião começará com uma reunião bilateral entre Trump e Al Sisi, seguida de uma sessão plenária com o resto dos líderes. Após a foto de família, os dois presidentes farão um discurso sobre os objetivos da cúpula e os próximos passos para manter a paz e facilitar a entrada de ajuda humanitária em Gaza, onde caminhões já começaram a entrar nas últimas horas.

Fontes do governo Trump disseram ao Times of Israel que o objetivo é consolidar o apoio dos quatro países garantidores - Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia - ao plano de 20 pontos apresentado pelo presidente dos EUA, razão pela qual nem Israel nem o Hamas devem estar presentes.

O que não está claro é se a Autoridade Palestina estará representada. De acordo com a mídia americana "Axios", espera-se que o presidente palestino Mahmoud Abbas esteja presente.

RECONHECIMENTO DOS MEDIADORES

O governo reconheceu "o papel fundamental dos Estados Unidos, do Egito, do Catar e da Turquia, cuja liderança tem sido fundamental para aproximar posições e avançar em direção à paz", além de destacar "a resposta da sociedade civil, cuja solidariedade diante do sofrimento em Gaza tem sido exemplar, especialmente na Espanha".

Além de Trump e Al Sisi, Sánchez coincidirá em Sharm el Sheikh com numerosos homólogos europeus, como o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, o chanceler alemão, Friederich Merz, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, bem como o presidente francês, Emmanuel Macron.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também estarão presentes, assim como o rei Abdullah, da Jordânia, e o presidente Recep Tayyip Erdogan, da Turquia, entre outros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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