Publicado 04/02/2026 06:53

Sánchez nega que a regularização tenha um efeito de atração e garante que a Espanha reduziu a migração irregular.

O presidente do Governo, Pedro Sánchez (à direita), durante a reunião anual do World Government Summit, em 3 de fevereiro de 2026, em Dubai (Emirados Árabes Unidos).
Pool Moncloa/Fernando Calvo

Ele garante que, em 2025, a Espanha terá sido a economia que mais avançou no mundo pelo segundo ano consecutivo e que a taxa de desemprego terá caído abaixo dos 10%. MADRID 4 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, negou que a regularização dos imigrantes acordada pelo Governo vá ter um efeito de atração e salientou que a Espanha reduziu “drasticamente” a chegada de imigração irregular nos últimos anos.

Foi o que afirmou o chefe do Executivo durante uma entrevista concedida em Dubai e transmitida ontem à noite no programa Quest Means Business da CNN, divulgada pela Europa Press, quando questionado sobre a possibilidade de chegarem mais migrantes em situação irregular após a aprovação da regularização em massa.

“Isso é falso, não é a realidade”, exclamou Pedro Sánchez antes de argumentar que os migrantes não vêm para a Espanha porque lhes são concedidos documentos, mas sim pelo “desempenho econômico sólido”. Além disso, acrescentou que 90% dos migrantes chegam “por canais regulares” e que, nos últimos anos, conseguiu-se reduzir “dramaticamente” a chegada de migrantes em situação irregular. Segundo o presidente do Governo, isso deve-se à cooperação com os países de origem e de trânsito, como Marrocos, Senegal, Gâmbia e Mauritânia.

Na opinião do chefe do Executivo, há um “aspecto moral” no debate sobre a migração, uma vez que a Espanha foi durante muitos anos um país de migrantes: “Nossos pais e nossos avós, é claro, foram para outros lugares precisamente porque sofremos uma ditadura ou a falta de oportunidades econômicas”.

E acrescentou que há também um “aspecto pragmático”, uma vez que se trata de pessoas que estão contribuindo para o “sucesso econômico da Espanha”. De fato, explicou que “representam mais ou menos dez por cento” das receitas da Previdência Social, “enquanto representam apenas um por cento do gasto público total”.

ESPANHA, A GRANDE ECONOMIA QUE MAIS AVANÇOU NO MUNDO Pedro Sánchez também foi questionado sobre os números do desemprego na Espanha, ao que ele garantiu que “as coisas estão mudando” e alegou que o ano de 2025 “foi o segundo ano consecutivo em que a Espanha foi a grande economia que mais avançou no mundo”.

A este respeito, salientou que a Espanha alcançou um crescimento económico de 2,8% durante o último exercício e que hoje há mais de 22 milhões de pessoas a trabalhar. Dito isso, ele observou que a Espanha “lidera a economia da UE e também das sociedades ocidentais”. Como exemplo, ele expôs que, nos últimos 45 anos, houve apenas três anos com taxas de desemprego inferiores a 10%: “em 2025, atingimos essa meta novamente”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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