A. Pérez Meca - Europa Press
Solicita que o Tribunal Penal Internacional continue a processar os autores do "genocídio" em Gaza
MADRID, 14 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, assegurou que o embargo de armas a Israel, aprovado pelo Congresso na semana passada, será mantido apesar do acordo assinado pelo Estado hebreu e pelo Hamas para a paz em Gaza, e não descartou a possibilidade de a Espanha enviar tropas de paz para a Faixa de Gaza se um acordo for alcançado.
Em uma entrevista à Cadena Ser, que foi captada pela Europa Press, o chefe do Executivo detalhou que o embargo de armas a Israel não será suspenso, apesar de as hostilidades contra a Palestina terem cessado, porque "estamos diante de um cessar-fogo", e não ainda de uma paz que, de qualquer forma, ele advertiu que não pode ocorrer "sem impunidade".
"Vamos manter esse embargo até que todo esse processo esteja efetivamente consolidado e definitivamente no caminho certo", disse Sánchez, que, quando perguntado se a Espanha está considerando enviar tropas de paz para Gaza, respondeu que "se isso finalmente acontecer", nosso país "quer estar lá e quer ter uma presença ativa" não apenas na reconstrução, "mas também nesse horizonte de paz".
Apesar de tudo, ele saudou o acordo de paz firmado na segunda-feira no Egito, enfatizando que "paz não pode significar esquecimento" e tampouco pode significar "impunidade", razão pela qual os processos abertos no Tribunal Penal Internacional devem continuar para que os "principais autores do genocídio perpetrado em Gaza" sejam levados à justiça.
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