Publicado 20/07/2025 10:07

Sánchez, Lula, Boric, Petro e Orsi defendem a democracia como "o melhor caminho para a paz e a coesão social".

Archivo - Arquivo - O Presidente do Governo, Pedro Sánchez (à esquerda), e o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (à direita), durante a Cúpula do G20, em 18 de novembro de 2024, no Rio de Janeiro (Brasil).
Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa - Arquivo

MADRID 20 jul. (EUROPA PRESS) -

O Presidente do Governo, Pedro Sánchez, defendeu a democracia como "o melhor caminho para a paz e a coesão social" em uma coluna publicada neste domingo no jornal chileno 'El Mercurio', co-assinada pelo Presidente do Chile, Gabriel Boric; do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; do Uruguai, Yamando Orsi, e da Colômbia, Gustavo Petro.

"A história tem nos mostrado repetidamente que a democracia é a melhor maneira possível de garantir a paz, a coesão social e as oportunidades para todos. É um imperativo ético e político promover estratégias comuns em favor do multilateralismo, do desenvolvimento sustentável, da justiça social e dos direitos humanos. Porque a democracia é frágil se não for cuidada", afirmam os líderes políticos no âmbito da reunião em defesa da democracia que Sánchez inicia nesta segunda-feira no Chile.

A reunião faz parte da sétima viagem de Sánchez pela América Latina desde que ele está na Moncloa, que o levará a visitas oficiais ao Uruguai e ao Paraguai para aprofundar ainda mais o relacionamento e defender a assinatura do acordo entre a UE e o Mercosul. O presidente espanhol está viajando para Santiago a convite de Gabriel Boric, que organizou o fórum "Democracia Sempre" na segunda-feira.

Na coluna, os líderes políticos admitem que a democracia está enfrentando atualmente "grandes desafios" e mencionam alguns sintomas que demonstram o "profundo mal-estar" dos cidadãos, como "a erosão das instituições, o avanço do discurso autoritário e o descontentamento da sociedade". "A isso se somam as desigualdades persistentes, a regressão nos direitos fundamentais, a disseminação da desinformação e do discurso de ódio nas plataformas digitais e a expansão de redes criminosas que desafiam a legitimidade do Estado", acrescentam.

Diante desse cenário, eles dizem que não há espaço para "imobilidade ou medo" e que têm o dever de agir "com convicção e responsabilidade" diante daqueles que buscam enfraquecer a democracia e suas instituições, porque "não basta evocar a democracia ou falar em seu nome". "Devemos fortalecê-la, renová-la e torná-la significativa novamente para aqueles que sentem suas promessas não cumpridas", afirmam.

Eles também enfatizam que a democracia nos permitirá criar mais oportunidades para as gerações futuras e nos adaptar aos desafios globais, como a IA ou as mudanças climáticas. "Resolva os problemas da democracia com mais democracia, sempre", afirmam.

Por fim, eles enfatizam que defender a democracia "não se trata apenas de resistir e proteger, mas de propor e seguir em frente". "Essa é a tarefa urgente de nosso tempo", concluem.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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