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Defende que as relações entre os EUA e a Espanha "são positivas" e "consolidadas", apesar das discrepâncias óbvias
MADRID, 14 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, insistiu em sua recusa em aumentar os gastos com defesa para 5% do PIB, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu expulsar a Espanha da OTAN por sua recusa em investir mais em segurança.
Um dia depois que os dois líderes se cumprimentaram na cúpula no Egito pelo acordo de paz em Gaza entre Israel e o Hamas, o chefe do Executivo detalhou que foi "uma troca muito cordial" e afirmou que as relações entre Washington e Madri "são muito positivas" e "estão muito consolidadas", apesar da discordância em algumas questões.
"Foi uma troca muito cordial (...) com o presidente Trump. Tive a oportunidade, já em sua primeira administração em 2018 e 2019, de ter encontros e reuniões", lembrou em uma entrevista na Cadena Ser, que foi captada pela Europa Press, acrescentando que lhe disse que a Espanha está comprometida com a segurança da OTAN e que, com 2,1% do PIB, considera que dá uma "resposta ampla" às capacidades solicitadas pela Aliança Atlântica.
"Eles reconhecem o crescimento econômico da Espanha e o bom progresso da economia espanhola. Eu sempre disse claramente que estamos comprometidos com a defesa e a segurança da aliança e, ao mesmo tempo, estamos igualmente comprometidos com a defesa de nosso estado de bem-estar social", acrescentou.
Sánchez também afirmou que ele foi o presidente do governo que cumpriu "um acordo não cumprido" feito pela administração Rajoy em 2014, aumentando o orçamento de defesa para 2% do PIB, uma porcentagem que ele considera suficiente para "enfrentar os desafios comuns" enfrentados pelos países da OTAN, como a ameaça da Rússia.
2,1% DO PIB É SUFICIENTE
O chefe de governo disse estar "absolutamente satisfeito" com o acordo alcançado durante a última cúpula da OTAN, em Haia, e reafirmou sua rejeição a "esses 5%" por vários motivos, como a dificuldade das Forças Armadas de absorver "essa enorme quantidade de recursos econômicos", ou o fato de que com um investimento de 2,1% já estamos respondendo "às capacidades que a aliança nos pede".
Ele também deu como exemplo a necessidade de colaborar com terceiros países para garantir a segurança da OTAN, já que no flanco sul, disse ele, outras questões devem ser consideradas, como a luta contra o crime organizado ou contra as máfias que traficam seres humanos.
Finalmente, o chefe do Executivo enfatizou a importância de combater a desigualdade gerando "sociedades mais coesas" e "com estados de bem-estar muito mais fortes", que dão origem a "sociedades mais seguras".
AS RELAÇÕES ENTRE OS EUA E A ESPANHA SÃO "MUITO BOAS".
Questionado sobre o que Trump quis dizer durante a cúpula de segunda-feira no Egito ao se referir à Espanha quando disse "estamos nos aproximando", Sánchez defendeu que as relações entre os Estados Unidos e a Espanha são "muito boas", "além" da "discrepância óbvia" que ambos os países podem ter "em muitas políticas".
"Acredito que as relações entre os Estados Unidos e a Espanha são muito positivas e profundas, e estão muito consolidadas", disse ele, lembrando que os Estados Unidos "são o segundo país para o investimento espanhol fora de nossas fronteiras" e que, ao contrário de outros países, a Espanha sofre "um déficit comercial" com Washington, e não o contrário.
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