Publicado 24/05/2025 05:58

Sanchez exige que Israel "pare imediatamente" sua operação militar: "Gaza pertence aos palestinos".

O presidente do governo, Pedro Sánchez, uma violação do direito humanitário internacional", em um discurso na abertura do Conselho da Internacional Socialista, realizado em Istambul.
PSOE

Na Turquia, ele conclama os social-democratas a se posicionarem contra Israel: "A situação em Gaza é inaceitável, não ficaremos em silêncio".

MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente do governo, Pedro Sánchez, exigiu que Israel interrompa "imediatamente" a operação militar para ocupar a Faixa de Gaza e convocou os social-democratas a se posicionarem contra Israel: "A situação em Gaza é inaceitável, não vamos nos calar".

"Devemos pedir a Israel que interrompa imediatamente a operação militar de ocupação de Gaza. Gaza pertence e continuará a pertencer aos palestinos, que foram forçados a sair, foram expulsos de suas terras, e isso é uma violação do direito internacional humanitário", defendeu Sánchez em discurso na abertura do Conselho da Internacional Socialista em Istambul.

Sánchez também pediu a Israel que "acabe com o bloqueio", instando-o a "permitir imediatamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a lidar com a dramática crise humanitária enfrentada por centenas e milhares de pessoas".

"A situação atual é inaceitável e não ficaremos em silêncio, pois a indiferença não é uma opção para a comunidade internacional", insistiu Sánchez.

Nesse sentido, ele lembrou que a Espanha promoverá, junto com a Palestina, uma proposta de resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas para instar Israel a permitir o acesso a essa ajuda humanitária por parte das ONGs e das Nações Unidas. "Quero deixar claro que a defesa da justiça humanitária não é contra ninguém", acrescentou o presidente do governo.

Além disso, Sánchez comentou que tanto o Conselho quanto o governo espanhol pediram "incessantemente" a libertação dos reféns israelenses.

UCRÂNIA E TRUMP

Com relação à Ucrânia, o governo espanhol "quer uma solução duradoura e justa para esse conflito que foi lançado por Putin contra um Estado soberano". "A Ucrânia tem o direito de viver em paz e desfrutar da paz", disse ele.

Referindo-se aos Estados Unidos, o chefe do executivo enfatizou que a nova administração Trump "criou uma crise". "No centro desses esforços multilaterais, temos que buscar metas de desenvolvimento", explicou, acrescentando que a União Europeia está tentando "reparar" alguns dos danos que estão sendo causados, "mas não é suficiente".

O chefe de governo se reuniu nesta sexta-feira com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, com quem analisou as relações comerciais bilaterais entre os dois Estados, destacando "seu crescimento" nos últimos anos e "o potencial de expansão" em áreas como energia, infraestruturas e tecnologia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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