Na Turquia, ele conclama os social-democratas a se posicionarem contra Israel: "A situação em Gaza é inaceitável, não ficaremos em silêncio".
MADRID, 24 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, exigiu que Israel interrompa "imediatamente" a operação militar para ocupar a Faixa de Gaza e convocou os social-democratas a se posicionarem contra Israel: "A situação em Gaza é inaceitável, não vamos nos calar".
"Devemos pedir a Israel que interrompa imediatamente a operação militar de ocupação de Gaza. Gaza pertence e continuará a pertencer aos palestinos, que foram forçados a sair, foram expulsos de suas terras, e isso é uma violação do direito internacional humanitário", defendeu Sánchez em discurso na abertura do Conselho da Internacional Socialista em Istambul.
Sánchez também pediu a Israel que "acabe com o bloqueio", instando-o a "permitir imediatamente a entrada de ajuda humanitária em Gaza e a lidar com a dramática crise humanitária enfrentada por centenas e milhares de pessoas".
"A situação atual é inaceitável e não ficaremos em silêncio, pois a indiferença não é uma opção para a comunidade internacional", insistiu Sánchez.
Nesse sentido, ele lembrou que a Espanha promoverá, junto com a Palestina, uma proposta de resolução na Assembleia Geral das Nações Unidas para instar Israel a permitir o acesso a essa ajuda humanitária por parte das ONGs e das Nações Unidas. "Quero deixar claro que a defesa da justiça humanitária não é contra ninguém", acrescentou o presidente do governo.
Além disso, Sánchez comentou que tanto o Conselho quanto o governo espanhol pediram "incessantemente" a libertação dos reféns israelenses.
UCRÂNIA E TRUMP
Com relação à Ucrânia, o governo espanhol "quer uma solução duradoura e justa para esse conflito que foi lançado por Putin contra um Estado soberano". "A Ucrânia tem o direito de viver em paz e desfrutar da paz", disse ele.
Referindo-se aos Estados Unidos, o chefe do executivo enfatizou que a nova administração Trump "criou uma crise". "No centro desses esforços multilaterais, temos que buscar metas de desenvolvimento", explicou, acrescentando que a União Europeia está tentando "reparar" alguns dos danos que estão sendo causados, "mas não é suficiente".
O chefe de governo se reuniu nesta sexta-feira com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, com quem analisou as relações comerciais bilaterais entre os dois Estados, destacando "seu crescimento" nos últimos anos e "o potencial de expansão" em áreas como energia, infraestruturas e tecnologia.
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