Publicado 06/04/2026 11:00

Sánchez exige a cessação “imediata” dos ataques “intoleráveis” contra a FINUL e o respeito à integridade do Líbano

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, durante uma coletiva de imprensa após o Conselho de Ministros extraordinário, no Palácio da Moncloa, em 20 de março de 2026, em Madri (Espanha). Sánchez apresentou o plano integral de resposta às cons
Matias Chiofalo - Europa Press

MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, exigiu nesta segunda-feira a cessação imediata dos ataques “intoleráveis” de que tem sido alvo a Força Interina da ONU no Líbano (FINUL), na qual participa um contingente espanhol, bem como o respeito pela integridade deste país, após Israel ter lançado uma operação militar em resposta aos ataques por parte do partido-milícia xiita Hezbollah.

Ele fez isso após conversar por telefone com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, com o objetivo de “expressar o apoio e a solidariedade da Espanha”, conforme informou em uma mensagem nas redes sociais.

“O Líbano não escolheu esta guerra e sua soberania e integridade territorial devem ser respeitadas”, afirmou Sánchez, após o Exército israelense ter avançado suas posições no sul do país no âmbito de sua ofensiva contra o Hezbollah, em resposta aos ataques da milícia em apoio ao Irã.

Da mesma forma, o presidente do Governo quis destacar mais uma vez o “trabalho louvável” que estão realizando os mais de 650 militares espanhóis que participam da FINUL, após os ataques sofridos pela missão da ONU terem causado a morte de três “capacetes azuis” indonésios.

“Os ataques contra a missão de paz das Nações Unidas são intoleráveis e devem cessar imediatamente”, precisou o presidente do Governo.

Na mesma linha, o ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, já havia se manifestado anteriormente. Em entrevista à “TVE”, divulgada pela Europa Press, ele reconheceu que, atualmente, “a situação mais preocupante, de longe”, no conflito no Oriente Médio é a do Líbano, devido aos “bombardeios indiscriminados” que causam vítimas civis e aos ataques contra a FINUL. “Exigimos uma investigação sobre o que está ocorrendo”, afirmou ele em relação a essas últimas ações.

Assim sendo, pediu a Israel que “cesse este ataque”, uma vez que “o Líbano é um país soberano, com um governo que estava comprometido, no momento do início do ataque de Israel (...), em garantir a segurança, podendo se mobilizar no sul para garantir também a segurança de Israel”.

Albares argumentou que “a história já demonstra que esse sonho de Israel de construir uma zona de segurança no Líbano só serve para agravar a situação de segurança também de Israel”. Após cada invasão israelense, “o que surgiu foi um Líbano e, portanto, um vizinho de Israel mais instável, com uma população xiita mais radicalizada e um Hezbollah fortalecido”, alertou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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