Eduardo Parra - Europa Press
Agradece ao presidente argentino e aos demais líderes “o esforço de terem vindo à Espanha” para a cúpula
MADRID, 5 nov. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo esforço de comparecer à Cúpula Ibero-Americana em Madri, mas quis deixar claro, depois que este comparou o socialismo ao fascismo, que “o insulto” não faz parte de sua maneira de entender a política.
Na coletiva de imprensa ao final da cúpula, Sánchez não quis esclarecer se teve oportunidade de trocar algumas palavras com o presidente argentino, além da saudação fria que trocaram logo cedo, antes do início da sessão plenária, e também não quis se pronunciar sobre as declarações dele.
“Nós, presidentes, estamos aqui para unir, especialmente quando participamos de cúpulas multilaterais, não para criar confrontos entre Estados, entre governos, mas para unir”, ressaltou o presidente do Governo. “Esse é o meu intuito”, disse ele, e “o que acredito que também tenha acontecido nesta cúpula”.
“O insulto não faz parte da minha maneira de entender nem de fazer política”, assegurou Sánchez, que afirmou acreditar que “o respeito, mesmo tendo ideias diferentes”, tanto pela verdade quanto “na forma de fazer política”, é “fundamental”.
MINIMIZA AS AUSÊNCIAS
Por outro lado, o presidente do Governo quis minimizar a importância das ausências nesta cúpula, da qual não participaram seus principais aliados na região: a mexicana Claudia Sheinbaum e o brasileiro Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva. Especificamente, dez dos 22 países estiveram representados por chefes de Estado e de Governo, três por seus vice-presidentes e o restante por seus ministros das Relações Exteriores.
“Agradeço a todos os chefes de Estado e de Governo por sua participação e presença na cúpula e, é claro, também ao presidente da República Argentina, é claro”, destacou o presidente, ressaltando que “é um esforço vir à Espanha e participar da Cúpula Ibero-Americana”.
Ao destacar as ausências, o presidente lamentou que isso “de certa forma diminua a importância e o esforço feito pelos líderes dos países que realmente compareceram”, ressaltando que “todos os países estiveram representados”.
Por isso, agradeceu “de coração” àqueles que compareceram. “Sei que todos temos agendas muito difíceis, muito intensas, e que a política interna, no fim das contas, é a principal tarefa de todo governo”, admitiu.
E quanto àqueles que não puderam comparecer, ele garantiu que “seu compromisso com o sistema de cúpulas e com a Comunidade Ibero-americana é firme, total e absoluto”.
A CÚPULA, UM SUCESSO
Por fim, ele considerou que a cúpula foi um “sucesso” e que a Espanha esteve “à altura”, como costuma acontecer nesse tipo de evento internacional.
“O grande sucesso desta cúpula”, disse o presidente do Governo, foram os “acordos e avanços concretos em benefício da maioria social de nossos países” que foram adotados, como a Aliança Ibero-Americana de Inteligência Artificial ou a Rede Ibero-Americana de Redução de Desastres e Proteção Civil.
Além disso, ele destacou que “acima das diferenças ideológicas” existentes, “porque somos uma comunidade diversificada” e as diferenças são “legítimas”, “nossa comunidade é movida pela vontade de construir um mundo melhor, na paz, com o respeito ao Direito Internacional como guia e como bandeira”.
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