Pool Moncloa / Fernando Calvo y Pool OTAN
BRUXELAS 26 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, argumentou na quinta-feira que a Espanha é um "país soberano" e, como tal, decidiu que não aumentará os gastos com defesa para 5%, embora esteja comprometido em cumprir seus compromissos com a OTAN, enquanto lembra ao presidente dos EUA, Donald Trump, que é Bruxelas que administra o comércio espanhol.
"A Espanha é um país solidário, comprometido com os Estados membros da Aliança, mas também soberano, e esse é o equilíbrio que encontramos na declaração acordada pelos 32 Estados membros da Aliança Atlântica, incluindo os Estados Unidos", disse Sánchez em sua chegada ao Conselho Europeu em Bruxelas.
Questionado sobre a ameaça de Trump de que fará a Espanha "pagar duas vezes mais" se ela se recusar a cumprir a meta de 5% de gastos com defesa para 2035, o presidente lembrou que a política comercial é dirigida por Bruxelas e que a Comissão Europeia está atualmente imersa em negociações com Washington sobre as tarifas já impostas pelos Estados Unidos.
"A Europa e o mundo estão sofrendo uma guerra comercial" como resultado de medidas tarifárias "injustas e unilaterais", que no caso da Espanha são duplamente injustas, já que há um "déficit comercial" e não um superávit com os Estados Unidos.
"Estamos em uma união aduaneira, em um mercado único, e a política comercial é negociada por Bruxelas em nome de todos os Estados membros", insistiu o presidente, oferecendo seu apoio às negociações em andamento.
"A Espanha é um país aberto, amigo de seus amigos, e consideramos os Estados Unidos um amigo da Espanha", observou, enfatizando que não acreditava que o que havia acontecido na OTAN pudesse afetar as negociações comerciais em andamento entre Washington e Bruxelas, já que "são duas áreas diferentes de debate".
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