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MADRI 9 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, destacou que é um “fato objetivo” que a juíza María Tardón tenha sido vereadora do PP na Câmara Municipal de Madri, embora tenha indicado que esse passado, com o “compromisso político circunstancial de uma pessoa”, não está “em contradição” com seu trabalho atual na Audiencia Nacional.
Após as críticas do ministro dos Transportes, Óscar Puente, à juíza que investiga a crise em Ceuta, Sánchez afirmou que o Governo tem “máxima confiança” na Justiça e responderá com “transparência”, pois “não tem nada a esconder” sobre a entrada maciça de migrantes no final de julho, vindos de Marrocos.
“As Forças e Órgãos de Segurança do Estado e nós mesmos estamos investigando para compreender exatamente o que aconteceu naqueles dias em Marrocos”, esclareceu Sánchez em uma entrevista no programa ‘Mañaneros’, no canal “La 1”, divulgada pela Europa Press, na qual defendeu a postura do Executivo diante da “hipérbole” no debate público por parte de “certos meios de comunicação conservadores, ou mesmo da direita e da extrema direita”, em referência ao PP e ao Vox.
Sánchez insistiu que o Governo da Espanha “tem que agir com base em provas”, com “responsabilidade e, logicamente, com proporcionalidade”. “Isso não está em contradição com a firmeza, nem com o reconhecimento da dimensão de crise humanitária que a cidade de Ceuta vive neste momento”, acrescentou.
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