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BRUXELAS, 19 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, destacou que foi o ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero quem impulsionou a regulamentação sobre presentes oficiais, e explicou que cabe a ele decidir se deve devolver as joias apreendidas nas buscas do “caso Plus Ultra”, avaliadas preliminarmente em 1,3 milhão. Ele também reiterou que confia em sua inocência após ter sido indiciado neste processo judicial.
Durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Conselho Europeu, Sánchez voltou a ressaltar que, em 2007, não havia uma “legislação” específica sobre os presentes oferecidos aos presidentes e que foi justamente Zapatero quem criou esse “marco legal precisamente para regulamentar e registrar esses presentes”.
Sua referência parece evocar o Código de Boa Governança que Zapatero implementou em 2005 e que incluía um inventário dos presentes recebidos pelos mandatários durante viagens oficiais, limitando sua aceitação e prevendo o depósito no Patrimônio do Estado no caso daqueles de alto valor. Durante seu mandato, também foi elaborado um anteprojeto de transparência.
Questionado sobre se é coerente que um ex-líder que promulgou esse registro possa ficar com joias como presente e se Zapatero deveria devolvê-las, o chefe do Executivo limitou-se a dizer que deve ser o próprio Zapatero quem responda a essa pergunta.
“Posso contar minha experiência, e minha experiência é que, quando se viaja, recebe-se presentes dos quais não se tem conhecimento até voltar a Madri”, explicou ele, acrescentando que os presentes são oferecidos como símbolo de respeito às instituições ou de irmandade.
Por fim, ele reafirmou seu respeito pela justiça e sua confiança na inocência de Zapatero. Além disso, ele proclamou o direito constitucional à presunção de inocência, que em muitas ocasiões “é violado”, e imaginou a difícil situação pela qual o ex-presidente deve estar passando devido à acusação contra suas duas filhas.
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