MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, enfatizou que não há “nenhuma informação” que aponte para o Marrocos como origem da crise decorrente da entrada em massa de 80 mil migrantes em Ceuta no final de julho.
Sánchez descartou, além disso, a existência de informações das Forças e Órgãos de Segurança do Estado ou dos serviços de inteligência que levantem “qualquer dúvida” sobre a participação de Marrocos na entrada em massa na cidade autônoma.
Em entrevista à “Cadena Ser”, divulgada pela Europa Press, o chefe do Executivo afirmou que continuam investigando as causas da crise, embora tenha apontado para as notícias falsas e a desinformação nas redes sociais, na sequência da decisão do Supremo Tribunal que impede as “devoluções imediatas” nos casos de entrada a nado, das quais também se aproveitaram as “organizações criminosas”.
Sánchez também explicou que as notícias falsas se espalharam nas redes sociais “associadas tanto à Rússia quanto a Israel e a uma rede internacional de extrema direita que sempre usa a migração, não apenas para atacar a Espanha, mas também a Europa”.
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