Pool Moncloa/Fernando Calvo
Ele insiste em pedir a Israel que proteja os direitos dos membros da tripulação e evita avaliar a ação israelense por enquanto.
COPENHAGUE, 2 out. (EUROPA PRESS) -
O Presidente do Governo, Pedro Sánchez, defendeu que o Executivo esteve "desde o primeiro minuto" com a Flotilha Global Sumud que transportava ajuda humanitária para Gaza e que foi interceptada pelo exército israelense nas últimas horas, refutando assim que os membros espanhóis da flotilha tenham sido abandonados.
"O governo esteve com eles desde o primeiro minuto e temos estado em contato permanente com eles", disse ele ao chegar à cúpula da Comunidade Política Europeia em Copenhague, lembrando também que o navio de resgate marítimo 'Furor' foi enviado para ajudá-los ou realizar um resgate, se necessário.
Sánchez destacou que "devemos reconhecer e aplaudir a solidariedade" expressa tanto pela sociedade espanhola quanto pela dos mais de 40 países com membros a bordo da flotilha, e insistiu mais uma vez que "a ação do governo israelense não representa nenhum perigo para o governo israelense e, portanto, esperamos que também não represente nenhuma ameaça para a flotilha".
Com relação à interceptação de parte dos navios nas últimas horas pelo exército israelense, o presidente informou que disse ao governo de Benjamin Netanyahu que "é necessário proteger os direitos não apenas de nossos compatriotas, mas de todos os membros".
Nesse sentido, ele enfatizou que "da Espanha, vamos garantir a proteção diplomática e, sem dúvida, a proteção dos direitos que podem ser prejudicados pelas ações do governo israelense".
"Estamos muito atentos" a essa questão, acrescentou o presidente, que evitou avaliar, no momento, se a ação realizada por Israel é ilegal, por ter agido em águas internacionais.
A PRIORIDADE É A SEGURANÇA DOS ESPANHÓIS
"O que mais importa para nós agora é a segurança de nossos compatriotas e, mais tarde, obviamente, teremos a oportunidade de falar sobre essas avaliações", disse ele, esclarecendo que o governo vai "estudar todos os aspectos dessa questão".
"Para nós, neste momento, o mais importante é a segurança de nossos compatriotas e que eles possam voltar para casa em breve, para sua casa, para a Espanha. E a partir daí, obviamente, estudaremos qualquer tipo de ação", concluiu.
No final da tarde de quinta-feira, o exército israelense interceptou parte dos mais de 40 barcos que compõem a Flotilha Global Sumud e transferiu os membros da tripulação a bordo para um porto israelense.
Entre eles estavam 30 espanhóis, de acordo com dados fornecidos pela organização, embora o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, tenha indicado na quinta-feira que, por enquanto, o governo não tem um número preciso de quantos dos 65 espanhóis a bordo estão "presos" por Israel.
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