Publicado 22/01/2026 21:43

Sánchez defende a aplicação provisória "imediata" do acordo com o Mercosul

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, em conferência de imprensa após o Conselho Europeu extraordinário.
BORJA PUIG DE LA BELLACASA

BRUXELAS 23 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente do Governo, Pedro Sánchez, defendeu nesta quinta-feira a aplicação provisória “imediata” do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, depois que o Parlamento concordou nesta quarta-feira em levar o pacto ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) devido às dúvidas sobre sua compatibilidade com o direito comunitário.

“A aplicação já foi aprovada pelo Conselho e, portanto, não há mais nada a acrescentar. É claro que concordamos com a sua aplicação”, sublinhou o presidente em conferência de imprensa no final da reunião extraordinária do Conselho Europeu realizada em Bruxelas para abordar a situação na Gronelândia e a resposta europeia às pressões geopolíticas e comerciais de Washington.

Questionado sobre o acordo do Mercosul, o presidente do Governo defendeu que a posição do Conselho já está definida desde o final do ano passado e que, como já aconteceu em outros acordos comerciais, cabe à justiça pronunciar-se sobre a legalidade de determinados aspectos do Tratado.

Nesse sentido, destacou que é “importante acelerar a integração econômica através da conclusão do mercado único”, bem como ampliar as alianças comerciais, começando, segundo ele, “com a aplicação provisória, ainda que imediata, do acordo assinado com o Mercosul”.

Com o sinal verde dos 27 para a assinatura do acordo comercial entre a UE e o Mercosul na semana passada, os governos também aprovaram a aplicação provisória do pacto enquanto se completa o seu processo de ratificação, que inclui a sua aprovação definitiva pelo Parlamento Europeu e exigirá mais tempo.

No entanto, a decisão formal sobre sua aplicação provisória depende da Comissão Europeia, que poderá dar esse passo assim que pelo menos um dos países do Mercosul concluir seu próprio processo interno de ratificação, o que, segundo fontes europeias, pode levar entre um e dois meses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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