BRUXELAS 19 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, considerou encerrado o desentendimento com o chanceler alemão, Friederich Merz, depois que este não saiu em sua defesa quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Espanha durante um encontro na Casa Branca.
“O que é importante, o que é relevante para mim — e quero agradecer ao chanceler Merz por isso — é que, na reunião privada que teve com o presidente Donald Trump, ele tenha explicado a solidariedade da Europa e, é claro, também da Alemanha para com a Espanha diante de uma ameaça de coerção”, declarou o presidente ao chegar ao Conselho Europeu em Bruxelas.
Prova de que o presidente já esqueceu o ocorrido é que, ao entrar na sala do Conselho, dirigiu-se imediatamente para onde Merz estava e ambos se cumprimentaram — Sánchez com um sorriso — e conversaram brevemente.
O governo espanhol havia manifestado seu descontentamento pelo fato de Merz não ter saído em defesa da Espanha quando Trump ameaçou com um embargo comercial ao país por não cumprir a meta de 5% do PIB em gastos com defesa, tendo em conta que as competências comerciais estão delegadas a Bruxelas.
Nesse sentido, o ministro das Relações Exteriores, José Manuel Albares, conversou por telefone com seu homólogo alemão para expressar sua surpresa com o ocorrido e questionou se os ex-chanceleres Angela Merkel e Olaf Scholz teriam agido da mesma forma que Merz, que, por sua vez, em declarações ao sair da Casa Branca, esclareceu que, em particular, havia deixado claro a Trump que qualquer acordo comercial com a UE não pode excluir um de seus Estados-membros.
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