Publicado 08/04/2026 04:46

Sánchez considera o cessar-fogo uma “boa notícia” e apela à diplomacia, sem esquecer “a destruição e as vidas perdidas”

O presidente do Governo, Pedro Sánchez (à direita), recebe o lehendakari no Palácio da Moncloa, em 27 de março de 2026, em Madri (Espanha). O chefe do Executivo preside, juntamente com o lehendakari, a Comissão Bilateral de Cooperação entre a Administraçã
Diego Radamés - Europa Press

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, considerou uma “boa notícia” o cessar-fogo de duas semanas negociado entre os Estados Unidos e o Irã, ao mesmo tempo em que instou a defender a “diplomacia” sem “esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas” causados pela guerra.

“Os cessar-fogos são sempre uma boa notícia. Sobretudo se conduzirem a uma paz justa e duradoura. Mas o alívio momentâneo não pode nos fazer esquecer o caos, a destruição e as vidas perdidas”, defendeu o chefe do Executivo em uma mensagem no 'X', divulgada pela Europa Press.

Sánchez destacou que o Governo da Espanha “não aplaudirá aqueles que incendeiam o mundo só porque aparecem com um balde”, ao mesmo tempo em que reivindicou que “o que é preciso agora” para acabar com a guerra no Irã é “diplomacia, legalidade internacional e paz”, ressaltando esta última palavra em maiúsculas.

O ministro das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação, José Manuel Albares, também se pronunciou sobre o cessar-fogo, destacando que a escalada “inaceitável” de violência na guerra no Irã “está se afastando”. No entanto, pediu prudência, pois ainda é cedo para saber como esse processo vai terminar e já surgiu a “primeira divergência”, já que Israel não quer que o Líbano seja incluído no acordo, enquanto o Irã quer.

“Todos concordaremos que este é um dia de esperança, porque após 40 dias de guerra finalmente surgiu algo parecido com uma luz”, afirmou o chefe da diplomacia espanhola em entrevista ao programa ‘Las mañanas de RNE’, divulgada pela Europa Press.

O ministro Albares também defendeu os “esforços de mediação” do Paquistão para que a solução seja alcançada pela via diplomática. Nesse sentido, indicou que a Espanha não vai “poupar esforços para apoiar” a “mediação paquistanesa” e que “a diplomacia abra caminho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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