Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa
MADRID 24 set. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, considerou "absolutamente inaceitáveis" as violações do espaço aéreo europeu por parte da Rússia e conclamou a comunidade internacional a agir "com determinação e unidade".
Durante seu discurso na sessão do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a Ucrânia, realizada em Nova York, o presidente lamentou que, após três anos e meio de conflito, "as mesmas encruzilhadas permaneçam sem progresso significativo em direção a uma solução duradoura" para a paz no país do leste europeu.
De acordo com Sánchez, uma das prioridades do Conselho de Segurança deve ser levar a paz à Ucrânia "de uma vez por todas". "Já foi dito em várias ocasiões, mas acho que é importante não esquecer: a agressão russa contra a Ucrânia é uma violação inaceitável do direito internacional e dos valores compartilhados pela comunidade internacional como um todo", disse ele.
Essa agressão, disse ele, foi "particularmente alarmante" porque foi perpetrada por um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, "o órgão supostamente responsável por garantir a paz e a estabilidade global".
Sánchez disse que "não se pode permitir que a força e a coerção substituam o diálogo e o respeito mútuo entre as nações" porque, se isso não for evitado, "estaremos abrindo um precedente perigoso que colocará em risco a estabilidade das fronteiras e também da ordem internacional, especialmente na Europa, mas também em outras regiões do mundo".
NÃO ACEITAR SOLUÇÕES QUE "LEGITIMEM" A VIOLÊNCIA
Nesse contexto, o chefe do Executivo enfatizou que qualquer acordo de paz alcançado "deve estar firmemente ancorado no respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas", ao mesmo tempo em que advertiu que "soluções que impliquem a legitimação da violência ou a alteração de fronteiras internacionalmente reconhecidas pela força não podem ser aceitas".
"Se renunciarmos a esses princípios, não só estaremos traindo a confiança dos povos que representamos, como também estaremos abrindo a porta para novas crises e conflitos no futuro", alertou.
Dito isso, Sánchez lembrou que a Espanha, desde o primeiro dia, tem sido "uma firme defensora da liberdade e da segurança na Ucrânia", destacando o valor da ajuda militar e humanitária, com o treinamento de mais de 8.000 soldados ucranianos e os mais de 240.000 ucranianos deslocados em nosso país.
Assim, o Presidente do Governo defendeu o fato de a Ucrânia ter demonstrado "a sua vontade de se comprometer com um cessar-fogo e de procurar uma solução negociada para esta guerra", enquanto o Presidente russo, Vladimir Putin, continua com "a escalada de violência, lançando novos ataques, ignorando o apelo da comunidade internacional e agravando o sofrimento de uma população civil" que é "inocente".
A RÚSSIA NÃO QUER A PAZ
Dessa forma, Sánchez assegurou que os recentes bombardeios "deliberadamente dirigidos contra a população civil na Ucrânia" ou infraestruturas essenciais "como hospitais, escolas ou redes de abastecimento de eletricidade e água" são "prova clara" de que a Rússia "não deseja, no momento, alcançar a paz com a Ucrânia".
Em vista das violações "absolutamente inaceitáveis" do espaço aéreo europeu nos últimos dias, Sánchez pediu "todos os instrumentos políticos à nossa disposição - diplomáticos e humanitários - para pôr fim a essa tragédia e estabelecer as bases para uma solução sustentável".
"Não podemos permitir que a indiferença ou o cansaço nos paralisem", alertou Sánchez, que insistiu que a defesa da legalidade internacional e dos direitos humanos é "uma responsabilidade compartilhada".
"Somente por meio da solidariedade e da cooperação poderemos garantir um futuro seguro e digno para as próximas gerações", concluiu o Presidente do Governo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático