Publicado 01/04/2026 15:00

Sánchez condena os insultos islamofóbicos e xenófobos durante a partida entre Espanha e Egito e os classifica como "inaceitáveis"

Borja Iglesias, Espanha x Egito, Estádio RCDE
Javier Borrego / AFP7 / Europa Press

MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Governo, Pedro Sánchez, classificou nesta quarta-feira como “inaceitáveis” os insultos islamofóbicos e xenófobos ocorridos durante o amistoso de futebol entre Espanha e Egito na terça-feira.

“O episódio de ontem em Cornellà é inaceitável e não deve se repetir. Não podemos permitir que uma minoria incívica manche a realidade da Espanha, um país plural e tolerante. A seleção de futebol e sua torcida também”, afirmou Sánchez por meio de uma mensagem na rede social 'X'.

Além disso, ele transmitiu “todo o seu apoio” aos atletas que sofreram o incidente e “aplaudiu” aqueles que, “com seu respeito, ajudam a Espanha a ser um país melhor”.

Por meio de suas redes sociais, a ministra da Educação, Formação Profissional e Esportes, Milagros Tolón, também defendeu que o esporte é “esforço, trabalho e talento, mas também respeito, solidariedade e convivência”. “O ódio, o racismo e a xenofobia não têm lugar nos estádios nem em nossa sociedade”, afirmou a ministra.

Por sua vez, o gabinete classificou esses comportamentos como “absolutamente inaceitáveis” e ressaltou que “eles não representam, em hipótese alguma, a imensa maioria da torcida espanhola”, que entende e vive o esporte como um espaço de respeito e convivência.

Por sua vez, o ministro da Política Territorial e Memória Democrática, Ángel Víctor Torres, mencionou que “o ódio e o racismo não têm lugar no esporte nem em nossa vida”, ao mesmo tempo em que apontou para aqueles que guardam silêncio diante desses fatos: “Quem cala é cúmplice”, sublinhou Torres em uma mensagem no 'X'.

O ministro dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, acusou a “direita racista e xenófoba” de ter alimentado “durante anos” os insultos ocorridos nesta terça-feira em Cornellá, “com a cumplicidade de um ecossistema midiático que hoje finge espanto”. “É o fascismo, amigos. E não dá para rir disso, nem para branquear”, indicou ele nas redes sociais.

Para o ministro da Presidência, Justiça e Relações com as Cortes, Félix Bolaños, os insultos e cantos racistas “nos envergonham como sociedade”, ao mesmo tempo em que criticou aqueles que “ficam calados” diante desses fatos, que também são “cúmplices” de uma extrema direita que “não vai deixar nenhum espaço livre de seu ódio”. “Continuamos trabalhando por um país tolerante e respeitoso com todos”, defendeu no 'X'.

CRIME DE ÓDIO

A diretora-geral de Igualdade de Tratamento, Não Discriminação e Contra o Racismo do Ministério da Igualdade, Beatriz Carrillo, enviou um ofício ao Promotor Coordenador contra Crimes de Ódio e Discriminação da Procuradoria-Geral da República, Miguel Ángel Aguilar, no qual solicita a investigação dos cânticos islamofóbicos e xenófobos como possível crime de ódio.

No documento, ao qual a Europa Press teve acesso, Carrillo aponta que esses fatos, “sem prejuízo da qualificação jurídica que a Procuradoria julgar adequada”, “podem constituir um crime de ódio previsto e punido no art. 510 do Código Penal”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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