Mateo Lanzuela - Europa Press
MADRID 9 out. (EUROPA PRESS) -
O chefe do Executivo, Pedro Sánchez, atacou a presidente da Comunidade de Madri, Isabel Díaz Ayuso, e a advertiu de que usará todos os meios legais à sua disposição e irá até o Tribunal Constitucional, se necessário, para garantir o direito ao aborto.
Sánchez está, portanto, respondendo às declarações feitas por Ayuso na quinta-feira, em que ela se recusou a criar um registro de pessoas que se opõem ao aborto, "uma lista negra de médicos", como ela chamou, conforme exigido pelo governo central.
"O governo usará todos os instrumentos legais à sua disposição para garantir que os direitos e a dignidade das mulheres sejam respeitados, inclusive em Madri. E, se necessário, iremos até a Constituição e o Tribunal Constitucional", disse Sánchez em uma mensagem na rede social X, relatada pela Europa Press.
Em resposta às declarações do presidente de Madri, Sánchez lamentou que "essa tenha sido a liberdade prometida por Ayuso", que consiste, segundo ele, em "voltar a fazer viagens clandestinas a Londres", conforme indicou. "De volta ao classismo, de volta a apontar o dedo. Voltamos a 50 anos atrás", acrescentou, assegurando que não vão permitir isso.
Ayuso fez essas declarações na sessão de controle da assembleia regional à porta-voz do Más Madrid, Manuela Bergerot, que a convidou a "cumprir a lei" e enviar a lista de opositores.
A líder "popular" respondeu que "ninguém vai ser discriminado" por abortar ou por não abortar, nem "nenhum médico por abortar ou por não querer abortar". "A região de Madri não será excluída. Você acha que isso não é suficiente? Então vá para outro lugar para fazer um aborto", concluiu.
Nas semanas anteriores, Sánchez já havia solicitado a reforma da Constituição para proteger o direito ao aborto na Carta Magna, embora o PP tenha fechado a porta para ele, já que seus votos são essenciais para alcançar a maioria necessária.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático