Pool Moncloa/Borja Puig de la Bellacasa
PEQUIM (CHINA), 14 (Por Daniel Blanco, correspondente especial da EUROPA PRESS)
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, afirmou hoje estar “muito satisfeito” com a “dupla vitória” na Hungria, algo que, em sua opinião, demonstra que “é possível conter as ondas”. De fato, ele garantiu que essa será a “mensagem bem clara” que os governos progressistas lançarão neste fim de semana nas cúpulas que serão realizadas nos dias 17 e 18 de abril em Barcelona.
“Acredito que a mensagem é bem clara: a mensagem é que as ondas podem ser contidas. Na Hungria, vimos isso”, exclamou o presidente do Governo da China, onde se encontra em viagem oficial desde sábado, ao ser questionado sobre o que espera desta cúpula à qual comparecerão oito chefes de governo, além de partidos políticos, sindicatos, ONGs, think tanks e analistas internacionais.
Pedro Sánchez classificou a vitória de Jordan Magyar na Hungria como “dupla” — “houve duas vitórias. Primeiro, a vitória europeia. Segundo, a vitória da democracia” — e a inseriu na mensagem que os progressistas querem transmitir nas diferentes cúpulas que ocorrerão neste fim de semana em Barcelona para defender o “não à guerra”, a democracia e posicionar-se contra a extrema direita internacional.
A “Global Progressive Mobilisation” será uma delas, reunirá cerca de 3.000 pessoas e contará com pelo menos oito chefes de governo, tendo Pedro Sánchez como anfitrião. Entre os participantes, espera-se a presença do presidente do Brasil, Ignacio Lula da Silva; do presidente da Colômbia, Gustavo Petro; de Yamandú Orsi, do Uruguai; de Inga Ruginiené, da Lituânia; de Cyril Ramaphosa, da África do Sul; de Mia Amor, de Barbados; e de Claudia Sheinbaum, presidente do México. A eles se juntará o presidente do Conselho Europeu, o português António Costa.
Nesses mesmos dias, embora com um caráter mais institucional, Barcelona sediará na sexta-feira a I Cúpula Espanha-Brasil, que será realizada no Palau de Pedralbes, liderada pelos presidentes espanhol e brasileiro; e no sábado ocorrerá a IV Reunião em Defesa da Democracia, promovida pelo ex-presidente chileno Gabriel Boric.
Pedro Sánchez explicou que serão duas cúpulas: uma, iniciada há quase dois anos com Lula e Boric e outros governos sobre democracia, e outra, que será a “primeira cúpula global sobre os movimentos progressistas”, à qual comparecerão partidos progressistas e governos.
Para Sánchez, é importante que partidos e governos progressistas se unam para transmitir aos cidadãos que pertencem a “algo que vai além da política interna” e das fronteiras. Trata-se, disse ele, de “ter uma visão positiva, humanista, de avanço, de compromisso diante dos desafios que a humanidade tem pela frente”.
Nesse contexto, ele destacou que pretendem trabalhar em conjunto contra aqueles que “fazem da reação, do ódio, da fragmentação e da polarização sua forma de entender e praticar a política, seja em nível nacional ou internacional”.
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