Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 24 jun. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, afirmou ao Congresso que mantém sua confiança no ex-presidente José Luis Rodríguez Zapatero, indiciado por tráfico de influências, e ressaltou que, por parte do Executivo, não houve tratamento de favor à companhia aérea Plus Ultra, cujo resgate ele considera “plenamente legítimo”.
Conforme explicou, a investigação sobre Zapatero ainda está em fase de instrução e ele acredita que o legado do ex-presidente e o fato de não ter havido nenhum escândalo em seu governo “garantem a ele a presunção de inocência”. “Ele colabora com a justiça, defendeu com grande convicção a legalidade de suas atividades privadas, assim como tantos ex-presidentes de governo, e essa convicção e sua trajetória política explicam a confiança que ele nos inspira”, acrescentou.
Em sua opinião, o ponto-chave é o que o governo fez naquele resgate da Plus Ultra pelo Zapatero, que está sendo investigado, e sua resposta “clara, rotunda e contundente” é que não houve tratamento de favor. “O crédito era plenamente legítimo, foi concedido de acordo com a lei, com todas as garantias e seguindo os mesmos critérios aplicados a outros auxílios”, reiterou, ressaltando que a operação foi endossada pela Justiça e pelo Tribunal de Contas.
“Não deve haver a menor sombra de dúvida sobre a atuação do Executivo e, a quem quiser lançar essa sombra, peço que não especule, que não insinue, que não murmure, que prove, com evidências — acrescentou ele. Estamos muito tranquilos e muito seguros do trabalho que realizamos”.
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