Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 25 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Governo, Pedro Sánchez, criticou duramente os promotores da guerra contra o Irã, que classificou como um “desastre absoluto”, e atacou o PP e o Vox por, segundo ele, contribuírem para o conflito “com seu apoio ou com seu silêncio”.
Em sua participação no Congresso para explicar a posição da Espanha na atual guerra no Oriente Médio, Sánchez defendeu sua rejeição, apontando que “ficar calado diante de uma guerra injusta e ilegal não é prudência nem lealdade”, mas um ato de “covardia e cumplicidade”.
Sánchez comparou o conflito atual com a guerra do Iraque de 2003 e criticou duramente o então presidente, José María Aznar, a quem acusou de apoiá-la “para se sentir importante”, porque queria que o então presidente dos Estados Unidos, George Bush, “o convidasse para um charuto” e pudesse “colocar os pés sobre a mesa”.
“Uma guerra em troca da dignidade de um país inteiro, em troca daquela foto”, afirmou Sánchez em sua intervenção inicial, enfatizando que essa guerra causou 300 mil mortos, 5 milhões de deslocados e um país em ruínas, além de ter fomentado o crescimento de grupos terroristas como a Al Qaeda e o Daesh, e atentados como o de Madri em 2004.
Ele considera que agora a história se repete e que Aznar foi substituído pelos atuais líderes do PP e do Vox, Alberto Núñez Feijóo e Santiago Abascal, respectivamente, “e Bush foi substituído por Donald Trump”, assinalou, mencionando expressamente o atual inquilino da Casa Branca.
Em vez do Iraque, continuou ele, está o Irã, um país com o dobro da população e um peso na economia mundial “5 vezes maior” que, alerta, é uma potência militar que vem se preparando há décadas para esta guerra.
“O que quero dizer com tudo isso é que não estamos diante do mesmo cenário da guerra ilegal do Iraque; estamos diante de algo muito pior, muito pior, com um potencial de impacto muito mais amplo e muito mais profundo”, previu.
REPROVA O PP POR PEDIR REDUÇÕES FISCAIS
Na mesma linha, Sánchez se gabou de suas medidas para amenizar os efeitos da guerra e comparou sua atuação com a do governo de Aznar no Iraque. “O senhor Montoro, então ministro da Fazenda, não aprovou nem uma única redução fiscal, zero reformas, zero ajudas. É evidente que ele estava ocupado demais enriquecendo e manipulando o Diário Oficial do Estado para se preocupar com a população”, enfatizou.
Além disso, previu que hoje, na sessão plenária do Congresso, ouvirão “uma enxurrada de propostas de reduções fiscais por parte da oposição”. “Enfim, dando lições. Que descaramento!", exclamou. Em sua intervenção, denunciou essa guerra "ilegal, absurda e cruel" que os afasta dos objetivos econômicos, sociais e ambientais, bem como das prioridades do povo, e afirmou que vão exigir que esse conflito "pare".
"Nós dizemos não à violação unilateral do direito internacional. Nós dizemos não à repetição dos erros do passado. Dizemos não a disfarçar de democracia o que, na verdade, é ganância e cálculo político. Em suma, nós dizemos não à guerra”, proclamou, recebendo aplausos da bancada socialista.
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