Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 29 nov. (EUROPA PRESS) -
O presidente do governo, Pedro Sánchez, acusou os partidos de direita de viverem em uma "constante" 'Black Friday', na qual querem colocar a democracia e os direitos das mulheres "à venda" e oferecer "descontos" nos serviços públicos para chegar ao poder.
Sánchez deixou essa mensagem durante seu discurso no Conselho da Internacional Socialista em Malta, onde não avaliou nenhum dos assuntos atuais da Espanha e alertou sobre os riscos apresentados pelas ideologias defendidas por partidos como o PP ou o Vox.
Durante seu discurso, o presidente afirmou que os partidos políticos que representam a direita tradicional foram absorvidos pela "extrema direita" e acabarão perdendo seus valores e eleitores.
O líder do Executivo espanhol destacou que, no passado, os partidos de esquerda e de direita tinham discrepâncias políticas sobre como lidar com uma questão ou outra, mas havia "pontos em comum" na defesa da democracia, da liberdade, dos direitos humanos, da ciência e da verdade. "Agora isso desapareceu", advertiu Sánchez.
Ele continuou argumentando que a direita tradicional acreditava "ingenuamente" que poderia controlar a extrema direita e, no final, o que fez foi normalizá-la, levando-a para os governos e "copiando não apenas suas ideias, mas também suas táticas".
DENUNCIA SUAS "CONTRADIÇÕES".
O Presidente do Governo também criticou as "contradições" dos partidos do espectro da direita: "Eles se dizem patriotas, mas se vendem às empresas multinacionais (...) dizem que governam para o povo, mas legislam para as elites. Eles são uma contradição", reiterou.
Nesse contexto, Sánchez enfatizou que os governos social-democratas não podem se dar ao luxo de "dar um passo para trás" e precisam enfrentar grandes desafios, como a luta contra as mudanças climáticas, o aumento da desigualdade, a melhoria da igualdade entre homens e mulheres e a manutenção da paz na arena geopolítica internacional.
Ele também quis destacar a vitória de Zohran Mamdani para a prefeitura de Nova York, já que, em sua opinião, ele a alcançou justamente por aumentar as expectativas e não por diminuí-las.
ADVERTÊNCIA SOBRE OS RISCOS DE GUERRA
Sánchez destacou nesse ponto que os conflitos militares estão atualmente em seus níveis mais altos desde a Segunda Guerra Mundial, especialmente devido à situação na Ucrânia e no Oriente Médio, e enfatizou os riscos envolvidos em ataques cibernéticos, ameaças híbridas e o uso da Inteligência Artificial (IA) como arma.
O líder socialista defendeu a solução de dois Estados no caso de Israel e da Palestina, enquanto na Ucrânia ele pediu uma paz "justa e sustentável" com garantias de segurança e integridade territorial. Ele acredita que a resposta a tudo isso deve ser "diálogo e diplomacia" e, portanto, enfatizou que a mensagem deve ser "Não à guerra e um grande sim à paz".
Para concluir seu discurso, Sánchez disse que, apesar dos "tempos difíceis" vividos atualmente, a esquerda sempre será "a bússola" que continua a apontar "para a dignidade, a igualdade e a justiça"; ao mesmo tempo, ele enviou mensagens de apoio ao partido turco CHP para o congresso que será realizado neste domingo e aos socialistas chilenos para as eleições que serão realizadas no país latino-americano.
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