Europa Press/Contacto/Maurizio Maule
ROMA 18 jul. (DPA/EP) -
O vice-primeiro-ministro da Itália, Matteo Salvini, será julgado novamente pela forma como lidou com a crise de Lampedusa em 2019, quando se recusou por semanas a permitir que um barco cheio de refugiados desembarcasse na ilha mediterrânea, pela qual ele foi julgado até novembro do ano passado.
Um tribunal em Palermo absolveu o então ministro do Interior de abuso de poder e privação de liberdade. Depois que o gabinete do promotor disse nesta sexta-feira que recorrerá da decisão, o caso agora será levado à Suprema Corte, enquanto se aguarda a definição de uma nova data para o julgamento.
O barco pertencente à organização espanhola Open Arms estava na ilha de Lampedusa com mais de 160 migrantes, mas não foi autorizado a atracar no porto até que a Promotoria decidiu fazê-lo, contra a oposição do ministro, que estava em conflito com várias organizações de direitos humanos.
Salvini é um dos rostos mais conhecidos da coalizão tripartite do governo ultraconservador da primeira-ministra Giorgia Meloni, onde ele também atua como ministro dos Transportes e Infraestrutura.
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