Publicado 05/05/2025 07:08

Sáenz de Santamaría se desvincula no Congresso da espionagem de Artur Mas com o programa israelense "Pegasus".

A ex-vice-primeira-ministra Soraya Sáenz de Santamaría, perante o comitê do Congresso que investiga a "Operação Catalunha".
MARTA FERNÁNDEZ JARA - EUROPA PRESS

MADRID 5 maio (EUROPA PRESS) -

A ex-vice-presidente do governo, Soraya Sáenz de Santamaría, negou na segunda-feira perante a comissão do Congresso que investiga a "Operação Catalunha" ter tido conhecimento da espionagem do ex-presidente da Generalitat catalã Artur Mas com o programa "Pegasus" ou ter ordenado ao Centro Nacional de Inteligência (CNI) que fizesse qualquer coisa que "pudesse violar a Constituição".

Essa foi a resposta do deputado Jon Iñarritu, do Bildu, que o questionou sobre as informações publicadas pelo Rac1, que se referem a um relatório do Citizen Lab que afirma que Mas foi o primeiro espanhol a ser espionado com o "Pegasus" na Espanha, em 2015, e que, de acordo com esse meio de comunicação, foi por "razões políticas".

Sáenz de Santamaría destacou que não conhece "esse relatório, quem o fez, os dados" que ele contém e que não tem "conhecimento operacional". No entanto, ela descreveu como "no mínimo curioso" o fato de o relatório ter sido publicado na segunda-feira, dez anos após a suposta escuta, e coincidindo com sua presença no Congresso e também com a de Mas, que deve comparecer à comissão na tarde de segunda-feira.

EM CONFORMIDADE COM A DIRETRIZ NACIONAL SECRETA

"Nunca dei qualquer instrução que não fosse a de cumprir a Diretriz Nacional de Inteligência, de acordo com a Constituição e a lei. Nunca lhe dei instruções para fazer algo que pudesse contrariar a Constituição, as leis que regulam o centro e o sistema jurídico", disse o ex-"número dois" do governo de Mariano Rajoy.

De qualquer forma, Sáenz de Santamaría enfatizou que a Diretriz Nacional de Inteligência é "um documento confidencial" e que, conforme estabelecido por lei, ela compareceu ao Congresso para relatar suas atividades sempre que foi solicitada a fazê-lo.

NEGA A CHAMADA "POLÍCIA PATRIÓTICA".

Ela também negou a existência da chamada "polícia patriótica", que teria fabricado notícias contra líderes catalães pró-independência, além de ter dado instruções para investigar o Podemos e seus líderes.

Isso foi o que ela disse em resposta à secretária geral do partido roxo, Ione Belarra, que a acusou de fingir "se fazer de boba" por negar ter conhecimento desses fatos quando ela era a segunda pessoa "mais poderosa" do governo de Mariano Rajoy.

Nesse contexto, ela também disse que não tinha conhecimento do chamado "Relatório PISA", contra o então líder do Podemos, Pablo Iglesia, e que ela havia ordenado a publicação desse documento.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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